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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Xruns


Documentation : Manual : Latency compensation and xrun reduction tips

Compensating for loopback latency



Although latency mostly refers to buffer size which delays immediate feedback of input, there is additional latency due to the basic processing of your audio interface. There is no way to reduce this “loopback” latency, but its existence will affect the timing of recorded overdubs. To address this, you can tell programs what the delay amount is so that compensation can be made, i.e. the recorded audio will be adjusted in time to account for this delay. Software alone cannot discover what the loopback latency is, so the following procedure is needed to determine the amount of compensation required:

You will need a loopback cable capable of connecting your audio device's physical input to its physical output.

1 - Connect your (mic) input to your (headphone) output with the loopback cable

2 - Start JACK with known good settings

3 - Open a terminal and run jack_iodelay. It will print 'Signal below threshold…' until we make the JACK connections

4 - Use Catia or Claudia to connect the system capture_1 to 'jack_delay in' and connect 'jack_delay out' to the system playback_1 port

5 - With both physical and JACK connections made, jack_iodelay should print output such as 'use X for the backend arguments -I and -O'

6 - In the terminal, use ctrl-C to stop jack_iodelay

7 - In Cadence or Claudia, open the JACK settings and enter the value X from jack_iodelay for both the the input and output extra latency values

8 - Engage the new JACK settings with the “Switch Master” button. If you re-run the above test there should be no additional loopback latency.

This information is used to tell programs how to adjust recordings so that the recorded result will line up precisely with how the original performance aligned with the previous tracks.

Because these settings are not saved in the software to go with the interface choice, you'll need to change them every time you switch devices. The easiest way to do this is to have Claudia sessions for each device so all the settings are saved together.
Minimizing xruns

Disable wireless internet


Wifi adapters have been known to cause random xruns. Some laptops have an external hardware switch to disable wifi. Otherwise, uncheck “enable wireless” in the KDE system tray's network control. If primarily using ethernet, consider disabling wifi (aka 802.11 a/b/g/n) in the BIOS or UEFI menu.
Close unnecessary programs


In general, avoid running unnecessary, CPU-intensive programs when recording.

Many pop-up ads and popular web sites make use of Adobe Flash. If you have any browser tabs open, it only takes one to be using a little bit of Flash to cause a big loss of CPU, lower latency and more xruns. The easiest way to avoid this is to close any web browsers.
Avoid realtime resampling


When using Digital Audio Workstations and similar apps such as samplers etc, it is recommended you convert any sound files you wish to import to use the same sample rate as the one you are using for JACK. Many apps let you import and use sound files of different sample rates to the one you are running JACK with but then attempt to resample the audio 'on-the-fly' and this leads to xruns if your CPU cannot keep up.

You can check the sample rate of audio files using your favourite media player such as smplayer (push CTRL+I when playing your file) or VLC (push CTRL+J) or you can find out from the terminal using mediainfo. soundkonverter and XCFA are good tools for batch conversion of audio files.
Check for IRQ conflicts


Open a terminal and run: cat /proc/interrupts


Ensure that your audio driver is not sharing an IRQ with another device. Fixing this can be as simple as changing which port a USB audio device is using, but otherwise see this guide to fixing IRQ conflicts.



Fonte: http://kxstudio.linuxaudio.org/Documentation:Manual:latency

"O estranho mundo de Jack": Studio Linux BR

O estranho mundo de JACK – Prólogo

Talvez o mais traumático processo de mudança do windows pro linux em audio seja aprender a lidar com o Jack. Muitos não entendem seu funcionamento. E nesses muitos, podemos incluir também usuários linux antigos, que acham que mexer demais no Jack pode ser fatal ao sistema. Mitos e dificuldades a parte, resolvi postar aqui para todos, um guiazinho bem relax sobre as principais características deste poderoso aplicativo que pode transformar seu computador em um super estúdio, e simplesmente deixar você SEM LIMITES quando o assunto for audio. Na verdade todas as informações aqui descritas tem como base a documentação oficial do projeto, e alguns textos interessantes que encontrei na net. Vamos nessa, porque dominar o JACK é realmente imprescindível para maximizar nossos processos em audio.

O que podemos fazer com o JACK?
## Trabalhar em tempo real com audio
## Ligar um programa à outros
## Pegar a saída do mesmo programa e enviá-lo aos outros dois, em seguida, gravar o resultado no primeiro programa
## Sincronizar todo um ambiente com cinco ou seis programas rodando e tocar junto e transformar tudo isso em um audio final
## RESUMINDO: Praticamente tudo é possível ao JACK
Nossa, mas o que é o JACK afinal?
JACK é um sub-sistema de gestão em tempo real, de baixa latência de áudio e MIDI. É um projeto seríssimo que roda em Linux, Solaris, FreeBSD, Mac OS X e Windows (e pode ser portado para outras plataformas ainda, é mole?) Pode ligar um número de diferentes aplicações para um dispositivo de áudio, bem como permitindo-lhes partilhar áudio entre si. Os seus clientes podem executar em seus próprios processos (ou seja, como aplicações normais), ou podem eles podem ser executados usando o JACK como servidor (ou seja, como um "plugin"). JACK foi concebido a partir do solo para o trabalho profissional de áudio, e seu projeto concentra-se em duas áreas fundamentais: SINCRONISMO na execução de todos os clientes, funcionamento e BAIXA LATÊNCIA. Simplesmente o JACK é a tesão de trabalhar DE VERDADE com audio e não ser apenas um arrastador de mouse, ou apertador de botões.
E aí? O tróço é louco ou não é?

Então esmiuçaremos ele em breve...
PS:. O nome dos posts a seguir é uma singela homenagem ao amigo “encrenqueiro” (huahuahua) Raul Dipeas.

O estranho mundo de JACK – Parte I

Vamos agora a primeira parte do nosso esclarecimento do JACK. Reza a lenda que uma vez no linux o JACK só podia ser rodado do terminal, e nessa época obscura os usuários linux sofriam demais com toda a complicação que era usar o JACK. Eis que surgiu a interface gráfica do JACK e os linux user foram felizes para sempre, ou quase (hehehe).

Pois bem o JACK é responsável pela comunicação entre os softwares e sua placa de som e isso faz dele um motor de audio muito útil e até por assim dizer imprescindível para trabalhar profissionalmente. Ao abri-lo você irá se deparar com sua interface gráfica. Vamos ao que significa cada um dos itens dele:

START – inicia o trabalho do JACK
STOP – para o trabalho do JACK (não diga...)
MESSAGES – exibe as mensagens do que vem ocorrendo com o JACK, com sua interferência e também sem ela
STATUS – mostra como está o JACK, e também como ele está se comportando
CONNECT – mostra as conexões que estão sendo feitas entre softwares e sua placa de som
PACHTBAY – é onde você pode salvar todas as conexões para não precisar refazê-las sempre que reabrir um projeto cheio de softs rodando ao mesmo tempo, as para que ele funcione corretamente é necessário que todos os aplicativos já estejam abertos antes de você abrir o patchbay salvo.
QUIT – para o JACK e o fecha instantaneamente (como você já podia imaginar)
SETUP – entra no menu de opções para suas preferências no uso deste aplicativo
ABOUT – informações sobre a versão do JACK que você está usando

Você agora deve estar pensando, tá mas e aqueles comandos stop/play e talz abaixo do visor o que são? Eles são usados quando você vai rodar dois ou mais programas sincronizados como por exemplo hydrogen tocando uma batera e o ardour tocando uma gravação de violão. Se os dois estiverm configurados para que o jack seja servidor de comunicação entre eles, por este comando você poderá rodar os dois ao mesmo tempo 100% sincronizados. E não só por eles, mas também nos plays/stops dos próprios programas, não é incrível??
O Console logo acima traz muitas informações pertinentes a todos nós, como se o jack está rodando e se está em realtime (RT), o samplerate com que o jack está trabalhando, uso do CPU em porcentagem, dados de sincronismo caso haja, e o numero de XRUNS ocorridos.

Você deve agora ter pensado: PORRA MAS QUE DIABOS É XRUN??? Calma, vamos a uma tradução livre do documento oficial que encontrei no site Estudio Livre:

“Bem, quando seu jack está devidamente configurado e você tem processador e memória ram suficiente para conectar todos os softwares que você precisa com ele atingimos a situação ideal e agora é só criar. Porém, existem alguns problemas que podem ocorrer atrapalhando o bom funcionamento do jack e dos processos de áudio em sua máquina. Os mais freqüentes são os chamados XRUNS e o efeito colateral de tentativas de correção deste: a alta latência.O XRUN quando muito alto, passa a inviabilizar o procesamento de áudio na sua máquina, dando uma sonoridade "mastigada" no processamento, pois o que acontece na verdade é que seu sistema operacional e hardware não estão conseguindo lidar com os paramêtros que você exigiu do jack, e você perde desempenho."

Isso já deve ser suficiente para que você saiba que devemos evitá-lo a todo o custo e vamos ver como evitá-los no próximo capítulo.

PS: Não esqueçam que temos uma comunidade do orkut que pode servir de fórum para tirar muitas dúvidas, entrem lá, o endereço está no menu ao lado...

O estranho mundo de JACK - Parte II


Bom, agora sim chegaremos ao coração do Jack, é muito importante que você leia e até releia o que está escrito aqui, por que o SETUP deste aplicativo é tão poderoso que só realmente sabendo o que significa cada parâmetro você chegará ao máximo do sistema de audio da distro escolhida! Saibam que as configurações que realmente farão toda a diferença estão na primeira aba (hehehe).

JACK SETUP / SETTINGS

Aqui está a parte de configurações que realmente faz diferença neste duelo de titãs que é travado por LATENCIA x XRUNS. Aqui todo o “tempo que você” perder tentando configurar vai valer a pena, mas com este tutorial fica um pouco mais fácil de saber como você deve proceder para resolver os problemas que eventualmente possam estar ocorrendo com seu Jack.

ATENÇÃO: O JACK se comporta muito melhor rodando sobre KERNEL-RT se você não tem ainda, não conseguirá rodar ele em sua plenitude e em tempo real ok? (a menos que aconteça um milagre).


Bem vamos ao que interessa, as configurações:

1- DRIVER = aqui você pode escolher o Driver de som que você mais goste (ou que melhor funciona em seu sistema) eu sinceramente ainda não conheci nenhum mais compatível que o ALSA.

2- REALTIME / PRIORITY = Ativando o Realtime seu jack trabalhará em tempo real! Mas para que ele funcione corretamente seu kernel deve estar configurado para trabalhar neste modo. Caso você esteja usando uma distro customizada para audio basta ativar o Realtime e tudo estará funcionando. Caso sua distro não seja específica pra audio sugiro que leia “O Estranho Mundo de Jack – Epílogo”. Em Priority você escolhe a prioridade que o audio terá no sistema (quando o Realtime estiver rodando), o site oficial do projeto indica valores entre 70 e 80.

3- NO MEMORY LOCK / UNLOCK MEMORY = Aqui você irá escolher de que maneira o JACK irá utilizar a memória nos processos de audio. Caso for trabalhar com wine ou GTK+ ative o UNLOCK. Nestas duas opções você também tem a possibilidade de resolver problemas como por exemplo a tela não atualiza sincronizada com o áudio (pois o jack estaria se atravessando em alguns acesso a memória dos processos gráficos).

4- SOFT MODE = Habilitado ele esconde e ignora os XRUNS do sistema. Eu sinceramente desaconselho o uso desta opção no processo de audio profissional, por que ela acaba enganando a gente. Mas se depois de configurado o jack seu numero de XRUNS for realmente pequeno você pode habilitar este modo.

5- MONITOR = Esta opção cria saídas e entradas virtuais de monitoramento para processos de áudio em tempo real que sua máquina esteja executando. Seria uma maneira de conseguir um retorno em tempo real, conectando os monitores aos playbacks. Caso você não conecte nada de diferente acontecerá. Para o monitor funcionar corretamente sua placa de som deve ter suporte para este recurso.

6- FORCE 16BIT = O padrão do JACK é 32bits, mas como você sabe os CDs atuais ainda usam a taxa de 16bits na masterização final. Então, caso você tenha problemas com o desempenho do seu JACK forçá-lo a trabalhar em 16 bits é uma boa opção.

7- H/W MONITOR/METER/IGNORE = Suporte para monitoramento de medidas fornecidas diretamente pelo seu hardware, claro, se sua placa tiver esta opção.

8- VERBOSE MESSAGES = Refina a saída de mensagens, fazendo com que as mensagens reportadas, com diagnósticos e evetos sejam comunicados em tempo real.

9- MIDI DRIVER = Bom, pelo nome você deve saber o que é né? Hehehe

10- CONFIGURAÇÕES DE AMOSTRA = Essas configurações (Frames/Period, Samplerate, Periods/Buffer, WordLenght, Wait e Channels) correspondem diretamente a velocidade da captura, tamanho dos “dados”, e mais algumas opções que equilibram a latência. O SAMPLERATE USADO NO JACK DEVE SER O MESMO QUE SERÀ UTILIZADO POR TODAS OS SOFTS DE AUDIO INSTALADOS NO SISTEMA, caso ele não seja o mesmo em todos, pode ocasionar estalos, xruns, e funcionamento incorreto dos softwares.
Frames/Period e Period/Buffer baixos são rápidos e requerem mais processamento dedicado e conseqüentemente baixam a Latência, por outro lado, não será possivel trabalhar com latência tão baixa com processadores lentos e sample rates muito altos. Baixas latências sempre exigem processamento alto. Portanto, se você pode abrir mão de um pouco de latência este é um lugar onde você pode compensar um pouco a falta de memória e processamento de sua máquina. Teste até encontrar o ponto G do sistema (hehe).
As outras opções ("Word Lengh", "Wait" e "Channel") não são configuráveis pelo módulo ALSA, mas também tem relação com a manipulação e tamanho das amostras. Para testá-las mude o Driver lá de cima, mas se usar ALSA não precisa se preocupar (3 coisas a menos para configurar, hehe).

11 - PORT MAXIMUM = Define o máximo de portas que o jack vai poder lidar. Para aumentar o desempenho escolha o menor número de portas possível, o valor recomendado pelo site do projeto é 128.

12 - TIMEOUT = Esta opção seta o tempo de saída dos processos baseado num pequeno atraso de "sincronização" nesta saída. Você pode também fazer alguns testes de desempenho com esta opção para ver como seu sistema trabalha melhor com essa opção.

13 – START DELAY = define um atraso no inicio das aplicações no JACK, ideal para o sistema se “organizar” para “receber” as novas aplicações, o normal desde valor é 2 segundos.

14 – INTERFACE = Aqui você vai escolher a placa de som que vai trabalhar como prioritária em seu sistema, caso tenha mais de uma.
15 – DITHER = Dither é um processo de "suavização" matemática que pode ser necessário no seu processamento de áudio quando existem conversões de taxas de amostragens diferentes ou mesmo quando existem conversões de volumes, aplicações de filtros de freqüencias. Se você esta sentindo algum tipo de distorção em algum processamento que o jack está transportando pode experimentar estes algoritmos.

16 – AUDIO = Aqui você pode escolher no que sua placa vai se dedicar, se em captar, ou reproduzir, ou ainda nas duas coisas ou seja DUPLEX, que é o padrão.

17 – IN/OUT DEVICE e CHANNEL = Bem, aqui você define entradas e saídas, depedendo da sua placa, ou suas placas, um recurso bem interessante. Caso queira usar só a placa padrão escolhida anteriormente deixe todos em DEFAULT.

18 – IN/OUT LATENCY = você já deve saber pelo nome né? Deixe em default para usar o máximo de seus recuros.

19 – LATENCY = aqui você terá o resultado direto em milisegundos.


JACK SETUP / OPTIONS

Aqui estão as opções do aplicativo, sobre tudo como ficarão as conexões, o que aparecerá nas estatísticas e os scripts que são usados por padrão, normalmente esta aba assim como as próximas já vem em configurações adequadas por padrão.

JACK SETUP / DISPLAY

Aqui você escolhe como o Jack vai aparecer pra você, como o próprio nome já diz, os controles são bem intuitivos e simples como você pode ver

JACK SETUP / MISC

Bem, esta aba você tem acesso a opções comuns do Jack, mas relax, aqui você pode escolher se ele vai começar minimizado na bandeja, se vai entrar rodando, quais botões da interface dele vão aparecer, se ele vai suportar ALSA (que é a arquitetura avançada de som pro linux) enfim, acho que esplicar o que contém nesta aba pode ser um insulto a sua inteligencia então paro por aqui (hehe).
Bom se você leu até aqui e prestou a atenção devida a cada tópico, provavelmente você conseguirá configurar seu JACK perfeitamente, e ainda resolver quaisquer eventuais problemas que possam surgir. Agora se você não prestou muita atenção, sugiro que releia de novo este post, para não ter mais problemas.
Cenas do Próximo Capítulo
Na próxima iremos falar das conexões no Jack, e obrigado a todos os leitores e comentáristas!!
PS: . Algumas partes deste texto são traduções livres da documentação oficial do JACK, fui...


O estranho mundo de JACK - Parte III

Olá amigos, hoje vou falar das conexões no jack. É aqui que tudo acontece!
Para você entender melhor o funcionamento das conexões imagine um estúdio tradicional. Você já deve saber um pouco como funciona né? Se você toca guitarra (ou viu já prestou a atenção nos guitarristas) sabe que tem que ligar a guitarra em um pedal e o pedal no combo para tocar e talz. Vou exemplificar com uma figura:



Essa figura tosca mostra como é ligada uma guitarra a dois e efeitos e um amplificador. O OUT da guitarra é ligado por um cabo ao IN do primeiro pedal. O OUT deste primeiro pedal é ligado no IN do segundo pedal. Este, por sua vez, tem seu OUT ligado ao IN do amplificador. A figura não mostra, mas o OUT do amplificador está ligado no IN do auto falante. E conseqüentemente o OUT do auto falante está ligado ao IN dos seus ouvidos. Toda essa ladainha é só pra dizer que o esquema de conexões no JACK trabalha no bom e velho sistema IN e OUT.
No JACK as conxões são exatamente assim...
Isso parece comum, mas na verdade é um recurso que eleva seu estúdio a padrões inimágináveis, uma vez que praticamente qualquer aplicação pode ser ligada a outra via JACK.
Algumas conexões são feitas de forma automática como é o caso da imagem abaixo onde o Ardour está gerenciando os audios existentes no projeto e ligado-os ao mastes que por sua vez é ligado no playback da placa de audio.


Não é fantástico?
Mas, alguns aplicativos tem que ser conectados manualmente. Não é difícil basta seguir a mágica regra do IN/OUT hehehe...
Vamos há um exemplo ligando seu controlador midi ao ZYNSUBADDFX (que nome mais feio, tá loco). Basta ir na aba ALSA e ligar a entrada midi de sua placa de som ao ZYNSUBADDFX já que ele por padrão já está ligado automaticamente a sua placa de som... veja:



Moleza não é? Apesar de não ser tão prático, posso precisar que este modo de trabalho lhe dá uma liberdade tão grande que você nem tem idéia. Afinal, você poderá qualquer aplicação a outra e ainda gravar numa terceira ou quarta, ou sei lá ligar diversas aplicações umas a outras e gravar o resultado final. É muito ampla a aplicação das conexões, tanto que eu poderia falar delas durante muito tempo, vai nessa galera mãos a obra!!!

PS: . Existe um outro princípio que utiliza o IN e o OUT e que normalmente gera depois de nove meses uma belíssima criança (huahuahuahua)

O estranho mundo de JACK - Epílogo

Olá amigos!!
Pelo que eu fiquei sabendo vocês estão aterrorizando vizinhos desde que adquiriram conhecimento suficiente para configurar o JACK e decidiram gravar seus ensaios. Hehehe. Parabéns!!
Que bom que vocês vem lendo o blog!!
Pois bem, vamos ao epílogo desta história sobre O Extranho Mundo de JACK, curtam só:


1. Uma coisa muito engraçada é que o JACK normalmente não lida com sons dos navegadores de internet. Então não se desespere se você for olhar aquele video do youtube e ele estiver mudo enquanto o JACK estiver rodando. Isso é normal, feche o JACK se quiser ver seu vídeo (feche e reabra também o navegador).

2. A maioria dos players pra linux rodam normalmente sem o JACK, mas podem rodar sob o JACK se forem configurados, praticamente todos possuem opções para rodar nele.

3. Você sempre precisa de baixa latência para gravar e se ouvir não é mesmo? Um tempo abaixo de 20ms é considerado regular, mas o ideal é que a latência durante a gravação seja inferior a 10ms, então bora lá! Durante a gravação busque (na medida do possível e de preferencia sem xruns) uma latência pequena. Um dos segredos é durante a gravação não rodar plugins desnecessários neste momento (desabilitando-os) e rodar apenas os programas mesmo crus (isso baixa consideravelmente a possibilidade de xruns).

4. Para mixar, não esquente com latência, pois ela não faz diferença neste momento. Por tanto na hora de mixar coloque-a acima de 60ms ou 70 ms, afinal, com a latência alta o processador trabalha mais tranqüilo, e a memória também, sendo assim você pode encher de plugins as trilhas hehe.

5. Lembre-se que você pode salvar suas configurações no JACK, isso lhe dá mais agilidade na hora de trocar de gravação para mix.

E para aqueles amigos que não conseguiram rodar o JACK em Real Time mesmo usando kernel RT tenho uma diquinha humilde mas que funciona e é barbada. Saca só basta editar como root o arquivo /etc/security/limits.conf , onde você deve incluir:

@audio - rtprio 99
@audio - memlock unlimited
@audio - nice -19

Estas linhas devem estar imediatamente acima de “# End of file” além de liberar o “Realtime pra quem não podia fazê-lo”, isso vai melhorar o desempenho do kernel em audio também.

Bom galera, espero que esta série de postagens lhes sirva pra alguma coisa!

Fui Galera!!!

PS: . Vai em paz Michael Jackson... … Engraçado é que alta galera (principalmente da área politica) que se morresse seria um alívio, continua viva, que foda...
 
Fonte: http://studiolinuxbr.blogspot.com.br/search/label/O%20Estranho%20mundo%20de%20Jack

 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Ubuntu Linux: gerenciando pacotes com o apt-get

Ubuntu Linux: gerenciando pacotes com o apt-get

No Linux, programas são bem mais do que simples executáveis. Eles são compostos por diversos arquivos, incluindo bibliotecas, traduções, documentação, etc. E como a instalação e remoção de cada um desses arquivos se tornaria uma tarefa muito complicada e trabalhosa, os programas acabam sendo organizados em pacotes: "arquivões" que contêm não apenas os componentes necessários para executar o programa, mas também scripts e metadados para a correta instalação e categorização deles.
Apesar de facilitar muito a vida de administradores de sistemas, os pacotes sozinhos também geram uma certa complicação. Muitos pacotes possuem dependências, ou seja, precisam que outros pacotes sejam instalados ou removidos antes deles. E para não termos que resolver todos esses conflitos manualmente existem os gerenciadores de pacotes.
Ubuntu
Em outro tutorial abordamos as operações necessárias para instalar e remover programas pelo ambiente gráfico do Ubuntu. Mas e no caso de você precisar adicionar ou atualizar qualquer software usando apenas comandos no modo texto?

Apt-Get, agilidade e flexibilidade na linha de comando

O Apt-Get é uma ferramenta poderosa desenvolvida especialmente para o gerenciamento de pacotes no Linux e adotada pelas mais diversas distros. Capaz de gerenciar pacotes tanto do formato RPM (Red Hat, Mandriva, etc) quanto DEB (Ubuntu, Debian, etc), o Apt-Get pode instalar, remover e atualizar pacotes, além de realizar um upgrade do próprio sistema operacional.
Como se não bastasse, também existe o Apt-Cache, uma espécie de ferramenta irmã do Apt-Get que tem como foco operaçãoes realizadas com o cache dos pacotes de software. Com ele é possível buscar por pacotes que tenham uma certa palavra-chave no nome, exibir informações sobre determinado pacote ou listar as dependências que devem ser cumpridas para instalar determinado software.
Vale a pena notar que o Apt-Get trabalha com repositórios, ou seja, espaços locais ou remotos destinados ao armazenamento dos pacotes que serão instalados. Além do próprio CD de instalação do Ubuntu, existem disversos repositórios espalhados pela internet, alguns com uma seleção muito particular de softwares, como games ou aplicativos proprietários.
Este tutorial não abordará a configuração de repositórios, pois, por questões de escopo e extensão do texto, o assunto será descrito posteriormente em outro artigo. Porém, não se preocupe: todos os comandos listados abaixo são compatíveis com os repositórios configurados por padrão pelo instalador do Ubuntu Linux 13.10.

Primeiros passos com o Apt-Cache

Antes de instalar algum pacote, que tal descobrir quais softwares estão disponíveis para instalação? O Apt-Cache dá a dica: apt-cache pkgnames. Esse comando lista todos os pacotes que podem ser instalados.
Como a lista vai passar rápido demais, você pode redirecionar a saída para o comando less, executando: apt-cache pkgnames | less. Use a barra de espaço para passar para a próxima tela e a tecla q para interromper o comando executado.
Exemplo de uso do apt-cache
Caso você queira procurar por pacotes que comecem com uma determinada palavra, execute apt-cache pkgnames palavra. Se quiser ler uma breve descrição de uma pacote, o comando certo é o apt-cache search nomedopacote. Porém, se você precisa de informações bem detalhadas sobre um determinado software, execute apt-cache show nomedopacote. Serão exibidos dados como os arquivos que compõem esse pacote e quem é o responsável por sua manutenção, além do número de versão e o espaço em disco ocupado após a instalação.
Consultar as dependências de um pacote também é fácil. Basta digitar apt-cache showpkg nomedopacote.

Enfim, o Apt-Get

Antes de tudo, lembre-se de que como qualquer comando que cause alterações profundas no sistema, o Apt-Get também necessita das permissões de superusuário (root) para ser executado. Portanto, não se esqueça de usar o sudo durante a execução dos exemplos a seguir.

Instalar pacotes

Instalar programas com o apt-get é moleza: sudo apt-get install nomedopacote. Com isso, o gerenciador de pacotes cuidará do trabalho de baixar o programa do repositório, junto com suas dependências, e instalar tudo o que é necessário para que o software funcione corretamente. Se quiser instalar mais de um pacote, basta listá-los com os nomes separados por espaço.
O Apt-Get também aceita expressões regulares em seus comandos. Para instalar todos os pacotes que começam com vim, por exemplo, usuaríamos apt-get install vim*.
Instalando pacotes com apt-get

Remover pacotes

Se mais tarde você quiser remover o que acabou de instalar, basta executar sudo apt-get remove nomedopacote. Porém, esse comando removerá o software, mas não a configuração dele no sistema. Se quiser varrer por completo o programa da máquina, prefira o comando sudo apt-get purge nomedopacote.
Note também que esses comandos não removem as dependências instaladas para o funcionamento do software. Se quiser remover tanto um pacote quanto suas dependências, é possível apelar para sudo apt-get autoremove nomedopacote. As dependências serão desinstaladas desde que não sejam úteis ou não estejam sendo utilizadas por outros softwares.

Atualizar pacotes e limpar cache

No caso de você receber alguma mensagem de erro ao tentar instalar um pacote, tente sincronizar novamente o índice da sua máquina com o repositório real, digitando sudo apt-get update em um terminal e, em seguida, pressionando Enter.
Essa sincronização (update) também deve ser executada sempre que você desejar atualizar os pacotes instalados em seu sistema (upgrade), com o comando sudo apt-get upgrade. Como esse comando se limita apenas aos pacotes em si, existe uma alternativa com escopo maior: sudo apt-get dist-upgrade, que tenta atualizar e instalar tudo o que for preciso para o sistema, incluindo pacotes adicionais, atualizando toda a distro para a versão mais recente.
Dist-upgrade no Ubuntu Linux
Se desejar atualizar um pacote em específico, execute: sudo apt-get install nomedopacote --only-upgrade. Além disso, é comum que, após meses usando o apt-get, o sistema de arquivos acabe cheio de pacotes ocultos, baixados por todos os usuários do sistema. Para limpar esse cache, basta digitar sudo apt-get clean e aguardar a limpeza.

E tem muito mais...

Além desses principais comandos, o Apt-Get possui muitos parâmetros secundários, mas que podem ser úteis em ocasiões especiais. Portanto, se quiser aprender mais sobre a ferramenta, não deixe de consultar a página de manual da ferramenta com o comando man apt-get.
Este artigo faz parte de nossa biblioteca de conteúdo "Tudo o que você precisa saber sobre o Linux". Não deixe de acessar e conferir todo o conteúdo publicado sobre o Pinguim.

Fonte: http://www.tecmint.com/useful-basic-commands-of-apt-get-and-apt-cache-for-package-management/

https://canaltech.com.br/linux/ubuntu-linux-gerenciando-pacotes-com-o-apt-get/

8 distribuições Linux destinadas para artistas, músicos e designers

8 distribuições Linux destinadas para artistas, músicos e designers

Produz algum material artístico, multimídia; sendo profissional ou não? Quem atua nesse ramo sempre precisa de ferramentas bem específicas para desenvolver suas atividades. Diversos softwares livres, voltados para artistas, músicos e designers, podem ser encontradas. Muitos deles, equivalentes a softwares proprietários e pagos. Que tal, usar um sistema que ofereça, por padrão, aplicações para essa finalidade? Existem distribuições Linux especializadas para produção musical, edição de vídeo, design gráfico e modelagem 3D, por exemplo. Onde oferecem uma gama de softwares que contemplam as necessidades básicas/avançadas.

Devo usâ-las?!

studio-linux
Essas distribuições Linux não são apenas um conjunto de aplicativos. A maioria delas são otimizadas para garantir melhor desempenho nas tarefas realizadas por artistas, músicos, designers e outros. Por exemplo, elas podem oferecer baixa latência implementada no kernel e adotar parametrizações que minimizam os atrasos em solicitações das tarefas. Além disso, usam um ambiente de trabalho leve e que otimize as configurações de swap; dando mais recursos para tarefas de renderização em 3D, por exemplo. E algumas, também podem incluir ferramentas para calibração do monitor, que garantem suporte a vários dispositivos (tablets, scanners, teclados MIDI, microfones, etc).
A desvantagem, em usar distribuições Linux destinadas para artistas, é que elas são, na maioria das vezes, mantidas por uma equipe muito pequena, ou apenas por uma única pessoa. O risco do projeto ser interrompido é muito maior do que se você usar distros com comunidades bem mais robustas e consolidadas.
Por outro lado, a maioria dessas distribuições baseiam-se numa base estável, bem documentada. A maioria são derivadas de distros populares, bem como: Debian e Ubuntu LTS.

Distribuições Linux destinadas para artistas

0Linux

0Linux
0Linux é um sistema GNU/Linux independente (não baseada em nenhuma distro). Ele contém uma coleção de softwares livres para a produção de áudio, design gráfico e edição de vídeo.
É uma distribuição Linux francesa. O 0Linux fornece mais de 1.400 pacotes no seu repositório online. 0Linux utiliza comandos de gerenciamento de pacotes personalizados para a instalação (spackadd) e remoção (spackrm) de pacotes .spack. 0Linux também inclui uma série de ferramentas caseiras, todos começando com um “0”, para configurar vários aspectos do sistema.

Apodio

APODIO
Apodio é uma distribuição Linux com uma grande coleção de softwares de código aberto de áudio e vídeo, bem como utilitários gráficos para tornar a administração do sistema mais simples e intuitiva possível. É baseado no Ubuntu.
Contudo, diferentemente de outras distros que serão apresentadas aqui, o Apodio possui uma documentação escassa e poucas atualizações de versões desde do seu lançamento. Anteriormente baseado em Mandriva, agora ele roda baseado no Ubuntu 14.04. Mesmo com essas “limitações”, essa distro possui uma quantidade enorme de softwares para produção de áudio e vídeo (não ficará desapontado com a lista). Possui um ambiente de trabalho simples, o Xfce.

Av Linux

AV_LINUX
É uma distribuição versátil, baseada no Debian com uma grande coleção de software de produção de áudio e vídeo. Além disso, também inclui um kernel personalizado para o desempenho de áudio de baixa latência. O ambiente de trabalho, padrão, é o Xfce.
É focada principalmente para produção de áudio e vídeo. Além disso, é composto por uma grande variedade de softwares (incluindo programas comerciais, mas apenas com versões demo), dentre alguns deles estão: Audacity, Ardour, LMMS (Linux MultiMedia Studio), Mixxx e outros.

Fedora Design Suite

FedoraDesignStudio
Repleto de softwares livres para editoração e produção de multimídia, o Fedora Design Suite foi criado por designers, para designers. Esse projeto é um “flavor” do projeto Fedora, tal como o Ubuntu faz (Kubuntu, Lubuntu e outros). Inclui as ferramentas favoritas da equipe do projeto Fedora. São os mesmos programas que os desenvolvedores usam para criar toda a arte do Fedora; bem como: desktop, desgins de mídias externas (CD/DVD), designs de página web, interfaces de aplicativos, panfletos, cartazes e muito mais.
O Fedora Design Suite herda características da versão principal do Fedora, incluindo o ambiente desktop Gnome.

KXStudio

Kxstudio
No KXStudio já estão pré-instaladas diversas ferramentas para produção musical, tais como editores de partituras, softsynths (sintetizadores virtuais), DAWs, sequenciadores MIDI, editores de áudio etc. e usa kernel low-latency. Ele vem com o ambiente gráfico KDE por padrão e é baseado no Ubuntu. Além disso, vem com um kernel de baixa latência.
Se você for um produtor musical e deseja trabalhar com o Linux, o KXStudio é para você. Pois, essa distro tem o foco na edição de produção do som. Pois, ela possui o seu próprio conjunto de ferramentas relacionadas com o áudio chamados Cadence. A maioria dos aplicativos inclusos são livre e de código aberto, mas o KXStudio permite instalar softwares proprietários (principalmente plugins e softwares que dão suporte para vários formatos de arquivo) a partir de um repositório não-livre.

Musix

MUSIX
Musix é uma distribuição Linux baseada no Debian que contém uma coleção de softwares livres para a produção de áudio, design gráfico e edição de vídeo. É um sistema para músicos, técnicos de som, DJs, cineastas, designers gráficos, e usuários em geral.
O Musix contém, exclusivamente, software livre; sem partes proprietárias. É de 32 bits somente, baseado em Debian, usa um kernel em tempo real, e suas opções DE padrão são LXDE, KDE, e IceWM.

Newt OS Studio

NewtOS-STUDIO
É um projeto semelhante ao Fedora Design Suite, mas com base na última versão estável do openSUSE. Newt OS Studio permite escolher entre dois ambientes gráficos leves (LXDE e Loki) e oferece aplicativos muito conhecidos pelos usuários – Gimp, Inkscape, Darktable, audácia, Scribus, Sweet Home 3D , ente outros.
Newt OS Studio é uma versão construído sobre o Newt OS, distro criada, na ferramenta SUSE studio, por um entusiasta Linux; chamado Newt 😉

Ubuntu Studio

UbuntuStudio
Provavelmente a distribuição Linux, para essa finalidade, mais popular! O Ubuntu Studio tem feito parte da comunidade Ubuntu desde 2007. A diversas vantagens sobre essa distro, bem como: possui uma lista considerável de softwares, diversas fontes instaladas por padrão e um kernel de baixa latência. Por exemplo, com o Ubuntu Studio é possível usar Pulse Audio e Jack simultaneamente, e ele vem com uma ferramenta gráfica chamada qjackctl que serve como um painel de controle para facilitar a utilização do JACK. Com ele você pode conectar um número de diferentes aplicações para um dispositivo de áudio, bem como permitindo que eles compartilhem áudio entre si.
O ambiente de desktop padrão é Xfce, e você pode usar uma versão LTS se você está procurando estabilidade também. Também é possível atualizar a cada 9 meses para manter-se com novas versões e funcionalidades do Ubuntu. Tal como os outros “flavor” do Ubuntu.

Desmistificando JACK

Demystifying JACK – A Beginners Guide to Getting Started with JACK

Level: 
JACK is the de-facto standard audio server for working with professional audio on Linux. JACK, the name of which is a recursive acronym for ‘JACK Audio Connection Kit’, is a very powerful piece of software. Some new users find it confusing at first. While its settings and functionality are extensive, you only need to know the basics to get started and take advantage of its underlying power.
By the end of this guide, you will hopefully have a sufficient understanding of JACK and its workings so you can set it up, forget about it and get on with your work, utilizing the power that it provides.
JACK logo
For the duration of the guide I will refer to any piece of software that supports JACK as being 'JACK aware'.

What is JACK?

JACK first and foremost is a sound server optimized for the demands of audio production work. There are a few main aspects to what it does -

Settings

JACK controls your audio and MIDI settings. It allows you to choose your audio interface as well as all the important audio settings such as sample rate, buffer size and periods. These settings will be explained in more detail further down.

Performance

Using JACK will allow you to achieve low latencies with both audio and MIDI. This means that if you are recording an instrument into your computer, you can monitor the audio back through your speakers, or headphones, without any perceivable delay.
For a good overview, and visual description of latency, check out 'Latency and Latency-Compensation' from the Ardour manual

Connections and Interconnectivity

This is JACK's strong point. Any inputs and outputs from your audio interface and/or JACK aware programs can arbitrarily be connected together.
Signal flow diagram of audio going into and back out of your computer
JACK not only deals with connections between programs but also within programs. Any JACK aware program uses JACK to manage its inputs and outputs. The beauty of this is that these connections are available for any other JACK aware programs to also connect to. They are not restricted to only being ‘internal’ input and outputs.
Screenshot of Ardour and Qtractor
Both Ardour and Qtractor utilize JACK to manage audio and MIDI connections
All of this makes JACK a very flexible tool and allows you to interconnect any number of JACK aware programs and have them working together, which brings us onto the next point; sync.

Sync

JACK can be used to sync up multiple programs. This means that if you want to use the MIDI sequencer from one program, and the audio sequencer from another, you can easily keep them in sync with JACK. Both programs will start and stop at the same time. Moving along the timeline in one program will be mirrored in any other programs that are set up to sync with JACK.

An Analogy

An analogy for JACK would be that it is similar to a hardware recording studio. In such a set up you would use cables to connect up various pieces of equipment in any which way or order you choose.  You could also sync various pieces of hardware using a common timemaster. JACK does these exact same things between software inside of, and hardware connected to, your computer. It can also act as timemaster for all JACK aware programs so that they remain in sync. Once you open up a JACK aware program, both its audio and MIDI inputs/outputs will be visible to JACK, and in turn, any other JACK aware programs. You can then connect up things exactly how you wish.
Image of audio cables being connected, with an analogy to how JACK works
You make connections between, and within, programs using JACK in the exact same way you would with real hardware

JACK Aware

Before continuing any further, I will elaborate on JACK aware software to better explain how JACK works. People coming from Windows and Mac will be used to having their DAW managing all of their connections for them. The idea of a DAW using another routing system can be a bit confusing at first. The way to think of this is by creating a parallel. If you are used to your DAW managing all your connections, think of JACK in the same way, except that it is system wide. Any software that is JACK aware can be plugged into this system, similar to how a DAW would add plugins. The difference is that JACK allows you to have precise control of how to route anything you connect up to it. JACK aware software can be anything ranging from DAWS (audio and MIDI sequencers), standalone plugins and even video programs, Xjadeo for example.

JACK does not need to be complicated

As you can tell, JACK is a very capable tool but don't be intimidated by its potential complexity. Using JACK does NOT need to be complicated. Just because it is capable of intricate workflows does not mean it's not also suited to more straightforward set ups. It will do what you want it to do, and is flexible enough to allow you to do more, if you ever need it. You can also happily work in one program and allow JACK to manage all its connections and never leave that program.

JACK Managers

We now know what JACK is and what it's capable of. How do we use it? The first thing to note is that JACK itself is a command line program; however there are various graphical managers for JACK that allow you to easily unlock its power. There are two main types of JACK managers, so you can choose the type that best suits you and your workflow. They can be categorized as -
  • JACK set up managers, which allow you to start up JACK with specific settings
  • JACK connection managers, which primarily deal with making connections
The various offerings of JACK managers combine these two aspects together to varying degrees. So, why would you choose one over the other? If you are doing all of your work inside of a DAW and you use no external programs, you might be happy with a JACK set up manager to just start up JACK with your selected settings. In such a case, you can make all your software connections from within your DAW of choice so there is not as much a need for an external connection manager.
For people with a more modular recording set up, including multiple effects processors, recording and sequencing programs, a JACK manager more geared towards making connections might be more useful, especially as some modular programs don't have connection managers themselves.
The following are the most popular JACK managers

Qjackctl

Qjackctl main window, also with connection window showing
Qjackctl is a very powerful, and popular, JACK manager. It allows you to access a large amount of JACK's settings and includes a connection manager, transport controls and even a manager for JACK session, which is a session management program. It presents itself in a small window, allowing you to dig into only the settings you need to access. It can also be minimized to your taskbar so it can get out of your way once you have set it up and running.

Cadence

Cadence main window showing information about JACK running
Cadence is an easy to use tool for setting up and starting JACK. It comes as part of the KXStudio distro and includes JACK bridges, which allow you to play normal desktop sounds, such as flash video, through JACK. Cadence can also start JACK on login, including JACK bridges. If you set it up once, there is very little maintenance thereafter.

Patchage

Screenshot of Patchage showing various connections
Patchage is a very good visual connection manager for JACK. It gives you an overview of all your connections. Audio and MIDI ports are color coded so it is easier to identify your connection types. Creating connections is as simple as clicking and dragging from an output port to an input port.

Catia

Image of Catia showing various connections
Catia is another visual connection manager for JACK. It uses a canvas similar to Patchage but has extra features such as access to sample and buffer settings, and JACK transport controls. Cadence can also be easily accessed from Catia by clicking on the spanner button under the tools heading.

Understanding Basic Settings

If you are familiar with audio production on other platforms, you may already be familiar with some of the terminology used in relation to settings. If you are a new user this can be confusing as JACK has a vast array of settings. The main thing to remember here is that most of these settings are not important, at least not for starting off. If you don't know what they are, you probably don't need them just yet. Here is an explanation of the main ones that you need to worry about to get yourself up and running -

Buffer size, sometimes called frames/period

In a nutshell - Smaller buffer sizes produce less monitoring latency.
More in-depth details - A lower setting will make the computer work faster, which will allow for lower latency, but at the expense of increased CPU usage. Higher (larger) settings are more stable but you won't get low monitoring latency with them. If you are looking to achieve low latency monitoring, a setting between 64 – 256 will give you usable results.

Sample Rate

In a nutshell - Higher sample rates result in less latency, for the same buffer setting.
More in-depth details – This settings is dependent on the optimal settings for your audio interface and your own personal preference. Some people prefer to record at higher sample rates, others are happy with 44100 (44.1kHz), which is CD quality. Another common setting is 48000, which some interfaces work better at. The higher you go with this setting, the lower your latency will be but you will push your CPU harder, which may result in xruns (pops and clicks).

Periods/buffer

In a nutshell – If you are using a USB device, you may achieve more stable low latency by setting this to 3. Otherwise, use a setting of 2.
If you wish to achieve low latency settings, it can be a balancing act to find out what works best without pushing your CPU too hard. If you don't need to monitor your audio through your computer with low latency, there is no need to push your computer any more than it needs. You are better off staying with a higher setting and keeping reliability a high priority. If you have the option of hardware monitoring from your interface, use this to monitor your recordings instead.

How do I set up JACK?

This guide assumes that you have a properly configured realtime set up. KXStudio and AVLinux are two Linux distros that provide such an environment out of the box. I will show how to set up JACK settings with both Qjackctl and Cadence.

Qjackctl

Step 1 - Click on the Setup button
Setting up qjackctl step 1
Step 2 - Make sure that the realtime option is enabled
Setting up qjackctl step 2
Step 3 - Select your audio driver. ALSA should be the default. Leave it at this, unless you are using a firewire device, in which case you would select firewire.
Step 4 - Select your interface from the interface drop down menu
Step 5 - Choose the settings for your interface.
Step 6 - Click OK to apply settings
Note - Do not touch the name field. Some new users like to give their JACK server a name but this can cause JACK not to work as expected. Unless you know what you are doing, leave this alone as it will cause more hassle than it's worth.
Setting up qjackctl step 3 to 6
Step 7 - Press start and Qjackctl will start JACK with your selected settings
Setting up qjackctl step 7
Step 8 - If you need to monitor JACK, the monitor window will provide you with useful information
Setting up qjackctl step 8

Cadence

Step 1 - Click on configure button
Setting up cadence step 1
Step 2 - Make sure that the realtime option is enabled
Setting up cadence step 2
Step 3 - Make sure the driver tab is selected
Step 4 - Select your audio driver. Select ALSA, unless you are using a firewire device, in which case you would select firewire.
Step 5 - Select your interface from the interface drop down menu
Step 6 - Choose the setting for your interface.
Step 7 - Click OK to apply settings
Setting up cadence step 3 to 7
Step 8 - Press Start and Cadence will start JACK with your selected settings
Setting up cadence step 8
Step 9 - If you need to monitor JACK, the JACK Status area will provide you with useful information
Setting up cadence step 9

What Next?

Once you have these settings set up, you can then use any JACK aware programs and they will run with those settings. Some programs will allow you to change your buffer size, so that you can adjust audio latency without having to restart JACK.
So, even though JACK is very powerful, you needn't be intimidated. At its most basic, it is very easy to set up your interface and get started. You can learn more about the power of JACK as you go along but don't get too bogged down starting off when all you want to do is learn to use some new software.
  
Note - If you are having trouble getting JACK to run, or recognize your interface, make sure your interface is both connected up, and turned on before opening up your JACK manager. If you are still having issues, try rebooting your system while your interface is hooked up.

JACK Sync

Another aspect of JACK that can be useful is JACK sync. Not only can you interconnect programs, you can also make sure that their transports run in sync. I will give a quick overview of how to do this by means of a demonstration that you can follow.
Steps -
  • First of all, start running JACK via your preferred JACK manager.
  • Next we will start up the programs we wish to sync up, in this case Ardour and Hydrogen. We will need to make sure the setting within these programs are correct first.
Set up for Ardour -
  • By default, Ardour is set to be JACK timemaster, which is what we want. This setting can be found by navigating to session > properties and going to the timecode tab. We will leave this enabled for now though.
  • Next, we click on the 'Internal' button on Ardour's toolbar. This will change to JACK, meaning that JACK will now follow Ardour as timemaster.
Ardour timemaster buttons
Steps for Hydrogen -
  • Navigate to tools > preferences. In the Audio System tab, make sure Jack is chosen as the audio driver and restart Hydrogen.
  • Now you will see two timemaster buttons showing up in the toolbar. Make sure that J.trans (Jack transport) is enabled. This means that it will follow JACK transport, which is now being controlled by Ardour.
Hydrogen timemaster buttons
Now both programs will be in sync when you roll their transports. Additionally, as Ardour is timemaster, you can change the tempo in Ardour and this will be reflected in Hydrogen, or any other slaved program.
Ardour and hydrogen in sync
Hydrogen and Ardour synced together. Note that the time and tempo read outs are synced
The fact that JACK manages audio and MIDI ports, as well as allowing any programs using them to sync up makes it a very powerful tool. This enables very modular set ups to be created using JACK. For anyone interested in modular set ups, I would highly recommend you look into session management, particularly Non Session Manager, to explore the possibilities of managing modular set ups with these tools.

Making Connections

Let's create a recording scenario to demonstrate how to make connections using JACK. Here is the scenario -
I will be using Ardour to record the following instruments -
INSTRUMENTS AND INPUTS
Male Vocals Input 1
Female Vocals Input 2
Acoustic Guitar Input 3
Acoustic Bass Input 4
Lead Guitar Running through virtual guitar amp, Guitarix
Percussion Hydrogen drum machine synced up
Piano MIDI keyboard plugged into MIDI input with virtual piano plugin on track
I will use the built in connection manager in Ardour to make these connections, but the logic is the same whichever connection manager you use -
Here is my mixer window set up in Ardour. Out of shot I also have Guitarix and Hydrogen started up. Note the highlighted row. All connections are already made, including connections with Guitarix and Hydrogen.
Ardour mixer window with input buttons highlighted
To make these connections in Ardour, left click on the input buttons shown in the highlighted row. This will show up a window from which you can select your input. In this case I wanted to route the second input from my audio interface into the second track (female vocals), so I select capture 2 by ticking in its box. I repeat the same steps for each other track until I have my connections set up how I want them.
Ardour connection dialog
Something to note here is that all these connections made will show up in any other JACK aware programs, for example, if you look at the connections window in Guitarix, you will also see the connections there that I made from within Ardour. This is because it's not the programs that make the connections. They use JACK to manage the connections and tell it what to do. Remember, JACK is your routing system and these programs are only using it.
The following is a complete overview of all connections broken down so they are easy to understand. This is a screenshot of Patchage. Note the color code, audio ports are in blue and MIDI ports are in red.
Overview of session connections in Patchage
Click on image for full size
Patchage is the best to illustrate something like this. All connection managers have their positives and negatives. While it is very straight forward for a smaller amount of inputs and outputs, Patchage can get messy and hard to decipher with large amounts of connections. Ardour’s built in matrix connection manager is very good for very large numbers of connects as you can deal with them across categorized tabs. This makes it much neater.
Ardour's connection matrix
This is a basic session but it demonstrates how audio and MIDI connections work in JACK. It also incorporates JACK applications external to my DAW, one of which is in sync with JACK. Try out all JACK managers/connection managers and see what you find you're most comfortable with and best suits your workflow. They all do the same thing, they just do them in slightly different ways. In the end, you are using the same logic to make the same connections.

Summary

The best thing about JACK is that it doesn't lock you into any single workflow. I showed how to sync programs and make connections between them but if you want to do all your work in one DAW and never leave it, you can do that too. JACK makes no assumptions. It leaves all options open to you, to take advantage of at any time, and makes various workflows possible, monolithic or modular. If you find the tools you like, JACK will make whatever set up you have in mind possible.
Written by Conor Mc Cormack

Fonte: http://libremusicproduction.com/articles/demystifying-jack-%E2%80%93-beginners-guide-getting-started-jack