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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

COMO ESCOLHER amplificador de guitarra tubos (um guia para dummies)

COMO ESCOLHER amplificador de guitarra tubos (um guia para dummies)


Olá e bem-vindo ao artigo desta semana! Hoje vamos falar sobre TUBOS! Como escolhê-los? Fiz muitas pesquisas throught dos últimos anos e tentou muitos deles em meus próprios amplificadores, mais eu fiz tesouro da experiência de outras pessoas que conheci (por exemplo, os caras da minha fórum,  Guitartribe , que está em italian), por isso hoje nós estamos indo para ver e introdução sobre como escolhê-los, que são os mais adequados para determinados amplificadores e gêneros, e como obter o som certo.

Vamos começar por dizer duas palavras sobre tubos de vácuo: um tubo de vácuo é composto por dois ou mais eléctrodos em um vácuo dentro de um recinto hermeticamente fechado, e estes eléctrodos estão ligados a fios, que passam através do invólucro através de uma vedação hermética. Na maioria dos tubos, os cabos, na forma de pinos, conecte a uma tomada de tubo para facilitar a substituição do tubo (tubos foram, de longe a causa mais comum de falha no equipamento eletrônico, e os consumidores eram esperados para ser capaz de substituir tubos próprios ).
Amplificadores de guitarra elétrica com base em tubo também são preferidos para estado ou digitais os sólidos por muitos guitarristas, porque neste aplicativo os usuários não estão buscando a reprodução mais precisa de um som original, mas sim para o equipamento para adicionar suas próprias características. O som produzido por um amplificador de potência de tubo quando sobrecarregada definiu a textura de alguns géneros de música, a partir de rocha clássico e azuis, e abrangendo através de toda a música espectro . Em vez da característica de grampeamento difícil de amplificadores de potência de estado sólido, um amplificador de tubo e transformador de saída produz audível diferente e distorção distintivo . Guitarristas costumam citar o som de amplificadores valvulados para o "calor" de seu tom eo natural compressão  e eqcorte que resulta quando overdriven (como amplificadores são rotineiramente). (Wikipedia).

Clique aqui para um artigo sobre como TUBOS AFETAR SOM!
Primeiro vamos dar alguns conselhos gerais : Se você quiser substituir os tubos de energia em seu amp, após a substituição, você deve ajustar o viés (ou tê-lo ajustado por alguém que pode fazê-lo sem arriscar sua vida), a fim de usá-lo em o seu melhor e evitar estragar o seu amplificador de potência. Se você quiser saber mais sobre como definir o viés, confira esta página . Tubos de pré-amplificação vez não pode ser tendenciosa ou ajustado, você pode simplesmente substituí-los. Além disso, você não precisa usar (exceto para casos excepcionais) tubos pré-amplificador da mesma marca, você pode usar uma marca diferente para cada posição, se desejar. 
A amp baixo ganho não pode ser ligado a uma besta ganho oi apenas substituindo tubos, embora o tubo que você colocar na primeira posição pode mudar um pouco o som geral do seu pré-amplificador: um 12AT7 irá torná-lo mais dinâmico, um 12AX7 fará -lo mais overdriven e gainy, a 5751 irá torná-lo mais limpo, e um tubo pré-amplificador vai durar mais ou menos 2 ou 3 conjuntos de válvulas de potência.
Agora, de acordo com o Tubo Town Mapa , podemos dar alguns conselhos gerais na escolha dos tubos certas para o seu amplificador, tendo em mente que, obviamente, estas não são as regras (e muitos mais tubos do que estas, que são apenas o mais comum), então a única forma real de escolher o tubo certo para você é para fazer algum teste.
Tubos de pré-amplificação ( classificado por estilo de música,  estes são os mais comumente encontrados em lojas online, a um preço razoável ) :
Acústica - guitarras limpas : Electro Harmônicos 12AY7, GE 5751, Fender 12AT7
Blues - Classic Rock : JJ 12AX7, TTE 83CC, Mesa Boogie 12AX7
Grunge - de metal clássico : TT 12AX7, Tung Sol 12AX67, JJ ECC83S
Thrash Metal   - Metal extremo : Sovtek 12AX7LPS, JJ ECC83S, TT 12AX7


(E aqui estão alguns dos mais procurados, raro / boutique / vintage):


GE 12AX7WA:, som limpo e escuro.

GE JAN 5751: ganho de 30% menor do que um 12AX7, som brilhante.

RCA 12AX7A: ganho oi, som gordura americano, bom para crise

RCA 7025: menor ganho, muito bom para timbres limpos.

Rayteon 12AX7: menor ganho, reforçada frequências mais altas, grande dinâmica.

Mullard 12AX7 / ECC83 moderno / antigo logotipo: ganho oi, aprimoradas frequências médias, sugerido para amplificadores britânicos (cuidado com o preço!).

Brimar 12AX7: similiar ao Mullard, mas slighly menos gainy.

TELEFUNKEN ECC83: alta definição, som brilhante, menos gainy que um Mullard. Muito caro!

Tungsram ECC83: Som equilibrado, meados dos baixos avançados, de alta definição, alto headroom.

RFT ECC83: fortes menor frequência e bom para crise, menor altura livre e quebrar nível, sugerido para blues.

TESLA ECC83S: boa quantidade de ganho, sugerido para amplificadores de som britânicos.

Tubos de alimentação ( classificadas por tipo ) : 
EL84 : JJ EL84 para um som Padrão, Sovtek / Electro Harmonix para um todo tom, JJ EL844 Para um som de poder apertado, baixo.
EL34 : JJ EL34, Electro Harmonix EL34 para um som que vão do blues ao hard rock, TT EL34 e Tung Sol EL34 para Heavy Metal, SED EL34 para ajuste caiu e Bass.
6L6 : JJ 6L6 e TT KT66 para um som que varia desde azuis para rocha dura, TT 6L6, Tung Sol 6L6, 6L6 Sovtek ANM + para tons mais pesados para cima para o extremo de metal, e SED 6L6 para afinações cortados e baixo.
JJ 6V6 são inferiores tubos de alimentação, o que conduz a uma saída inferior e uma ultrapassagem mais suave.
KT88 / 6550 : JJ KT88, são basicamente bom para cada genere, Electro Harmonix KT88 são sugeridos para Amplificadores de baixo, enquanto KT88 SED são ricos das frequências mais baixas.

Divirta-se tentar todas as combinações !!

Fonte: http://atoragon.blogspot.com.br/2012/04/which-tubes-choose-for-your-guitar-amp.html

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Amplificadores Valvulados para Guitarras: Modelos, Conceitos e Opiniões.

Amplificadores Valvulados para Guitarras: Modelos, Conceitos e Opiniões.

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Por Professor SANTO ANGELO 
Olá, meu nome é Andre Corales, engenheiro e Ph.D em Circuitos Digitais e aqui, no blog da SANTO ANGELO, vou desenvolver alguns temas bem controversos, para que juntos possamos aprender sempre. Começaremos por amplificadores valvulados para guitarras, compreendendo sua história e fatos consagrados. Já peço que fiquem a vontade para sugerir, questionar e até mesmo criticar meus pontos de vista. Afinal, não gerar polemica sobre assunto tão passível de gosto pessoal seria uma utopia.
Nos anos 50/60 (época de ouro para a Musica) um fabricante de equipamentos musicais (Leo Fender) propôs uma arquitetura não muito usual para amplificadores da epoca, com um pré de 2 canais e uma saida com pentodos de áudio em Push Pull. Uma das características inovadoras desta arquitetura era a existência de dois canais com ganhos individuais e de níveis diferentes. Enquanto um canal tinha um ganho “10”, por exemplo, o outro tinha um ganho “100” com um corte de frequencias baixas e um acrescimo nas frequencias mais altas (Canais HI/LO).
Fender Amp 1953
Não muito distante (em data pelo menos) do outro lado do Atlântico, mais precisamente na Inglaterra , uma oficina de reparos em amps resolveu copiar a arquitetura de Fender , porem com algumas modificações em função dos componentes disponíveis no mercado europeu. Surgia assim, outro icone entre os amps valvulados que, juntamente com o modelo criado por Fender, ditariam o mercado de amps para guitarras desde as decadas de 50/60 ate os dias de hoje. Jim Marshall , o pai deste digamos “invento” acabava de criar o famoso JTM45 ou como mais comumente é conhecido no meio musical “PLEXI”.
Amplificador Marshall modelo JTM45
Basicamente, as modificações implementadas por Marshall foram  substituir as válvulas de saída de 6L6 originais no projeto Fender  pelas EL-34 (os unicos pentodos disponiveis na Europa na ocasião) e no pré , ao invés de usar uma 12AY7 e uma 12AX7 (a primeira com um ganho um pouco menor do que a 12AX7) usar duas 12AX7 proporcionando um ganho um pouco maior em volumes mais baixos.
Por caracteristicas de construção e de tensão de operação e de polarização, as EL-34 tendem a evidenciarem frequencias medias altas e suprimirem as frequencias mais baixas que, ao contrario das 6L6, evidenciam as frequencias mais baixas. Pronto! Estavam criados os dois estilos que ditariam os timbres musicais dos próximos anos: o “American” e o “English”. Estes estilos foram copiados posteriormente por varios fabricantes como
American: Peavey, Winfield, Ampeg, Rivera etc

 
English: Orange, Vox, Matchless, Hi Watt etc.


Agora que você já conhece um pouco da historia destes classicos, vamos entender um pouco mais sobre o timbre de cada um e respectivos efeitos que tanto causam divergências e polemicas entre os guitarristas.
Conceitos
Mergulhemos um pouco no tema técnico destes amps e os conceitos por trás destas arquiteturas.
Fender Tweed Deluxe
Overdriver: esse efeito tão desejado pelo guitarrista pode ser conseguido de duas formas
1-    Via saturação no Pré
Vantagens :
  • Fácil implementação (pois a arquitetura básica pode ser mantida e apenas se muda a polarização das válvulas).
  • Baixo custo
  • Resultados satisfatorios
Porem, a saturação no Pré tem como principal desvantagem o fato do efeito gerar um excesso de compressão (pois o sinal já chega clipado na entrada e sofre uma segunda clipagem no estagio do Power, podendo gerar uma serie de harmonicos indesejados) descaracterizando um pouco o timbre do amplificador. Em outras palavras, soa como um simples pedal na entrada do amp, ou segundo alguns puristas “Fake” ou falso.
2-    Saturação no Power
A saturação no Power traz justamente o que  mais se deseja num amplificador valvulado, pois o sinal entra limpo no Pré e sai no limite da clipagem (mas ainda sem clipping) e quando entra no Power no limite, o circuito se encarrega de gerar o clipping, produzindo tambem os harmonicos pares e de forma linear. Em consequência disto, obtém-se um efeito de Overdriver real e muito agradável, mantendo-se completamente a característica de “timbre” do amplificador.
Porem nem tudo são flores nesta topologia, pois para se obter este efeito dependemos de fatores criticos como transformadores de saída, fontes de alimentação e polarização de bias correta. Outra questão para obtermos o efeito Overdriver de Power é a necessidade de trabalhamos em altos volumes o que para um grande numero de guitarristas é um fator limitante, pois nem todo musico tem um estúdio com isolamento acústico adequado para abrir todo o “gás” do amplificador.
Ate este momento resumimos o que aconteceu nas décadas de 50 e 60, porem em meados dos anos 70 e inicio dos anos 80 , surgiram alguns novos conceitos sobre amplificação valvulada para guitarras, conceitos estes dirigidos por dois fabricantes que inovaram o mercado e acabaram por criar um novo “Estilo” alem dos “American” e “English” styles. Randall Smith e Mike Soldano são os nomes das feras que causaram esta nova revolução no mercado, que respondem pelas empresas Mesa Boogie e Soldano Amps respectivamente.
O Conceito
Basicamente o conceito estava baseado em implantar um novo estagio de pré amplificação nas topologias existentes, causando com isto uma brutal amplificação e em consequencia um ganho estupidamente muito elevado, o que causou um frenesi nos amantes dos estilos mais pesados do rock. Randall foi alem, criando monstros como os Rectifiers com varios canais e com sistemas de retificação de estado solido e valvulado (alterando as caracteristicas das fontes para gerar efeitos como SAGs) chaveados pelo usuario de acordo com a necessidade.
Outra inovação foi a implementação de saidas duplicadas com valvulas 6L6 e EL-34 , que podem ser chaveadas de forma independente, tendo o melhor dos dois mundos. Pronto! Estava criado um novo conceito e um novo “Estilo”: o “Californian”. Apesar de alguns fabricantes não serem californianos como Peavey, Egnater e Soldano, o precursor desse estilo é californiano de uma pequena cidade chamada Petaluma, distante 90km de San Francisco.
Resposta dos tradicionais
Diante deste novo conceito e de uma nova demanda no mercado (Heavy Metal ) os tradicionais fabricantes de amps Marshall e Fender , foram obrigados a reverem suas topologias. A Marshall em um primeiro momento, sugeriu um sistema com vários amps em cascata , performando somente o Power do ultimo amp no sistema.
Porem esta tecnica muito utilizada (bandas Ramones, Motorhead etc) se mostrava pouco eficiente para os musicos em estudio pois o fator preço e espaço eram determinantes para dificultar esta topologia.
Desta forma, a primeira resposta da Marshall foi o JCM800/900 , onde se manteve as mesmas valvulas no pré, porem ao inves de ter um triodo (12AX7) utilizou em um dos canais 3 triodos ou 2 ½ 12AX7 (uma 12AX7 é composta por 2 triodos ou seja duas válvulas em um único tubo). Com isso obteve um maior ganho (gerando um overdrive de pré) porem a familia JCM ficou conhecida pelo excesso de compressão em altos ganhos. Apos isto vieram os Rivera, Egnater, EVH, etc.
Amplificador Marshall JCM 900
Você deve estar se perguntando: o que a Fender fez então? Nada, pois na filosofia da Fender , o “estilo” Tweed American é imutavel ou  “imexivel” como diriam certos políticos brasilerios. Para a Fender, quem usa essa marca usa porque se identifica com o “Estilo” e ponto final.
Opiniões
Bem na humilde conclusão deste que escreve estas mal traçadas linhas, no final das contas o que conta é o gosto pessoal de cada um e não se fala mais nisso. Porem preciso alertar para as “armadilhas” do mercado, no qual alguns fabricantes, visando baratear os custos de produção e aumentar os lucros, oferecem amplificadores híbridos (com o pré valvulado). Em minha opinião, isto é somente para o usuario final ter um gasto desnecessario e ficar com uma solução muito inferior. Quanto a gosto pessoal, para quem ainda não me perguntou, tenho uma preferência especial pelos amplificadores do estilo American.
Bem, espero ter contribuído em este pequeno texto para aumentar a gama de conhecimento geral dos que nos lêem e fico a disposição para responder quaisquer duvidas que possam ter, assim como aceito sugestões e temas para os próximos posts.

Abraços e até lá.

Amplifier Classes

Amplifier Classes

Not all amplifiers are the same and there is a clear distinction made between the way their output stages are configured and operate.
The main operating characteristics of an ideal amplifier are linearity, signal gain, efficiency and power output but in real world amplifiers there is always a trade off between these different characteristics.
Generally, large signal or power amplifiers are used in the output stages of audio amplifier systems to drive a loudspeaker load. A typical loudspeaker has an impedance of between 4Ω and 8Ω, thus a power amplifier must be able to supply the high peak currents required to drive the low impedance speaker.
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One method used to distinguish the electrical characteristics of different types of amplifiers is by “class”, and as such amplifiers are classified according to their circuit configuration and method of operation. Then Amplifier Classes is the term used to differentiate between the different amplifier types.
Amplifier Classes represent the amount of the output signal which varies within the amplifier circuit over one cycle of operation when excited by a sinusoidal input signal. The classification of amplifiers range from entirely linear operation (for use in high-fidelity signal amplification) with very low efficiency, to entirely non-linear (where a faithful signal reproduction is not so important) operation but with a much higher efficiency, while others are a compromise between the two.
Amplifier classes are mainly lumped into two basic groups. The first are the classically controlled conduction angle amplifiers forming the more common amplifier classes of A, B, AB and C, which are defined by the length of their conduction state over some portion of the output waveform, such that the output stage transistor operation lies somewhere between being “fully-ON” and “fully-OFF”.
The second set of amplifiers are the newer so-called “switching” amplifier classes of D, E, F, G, S, T etc, which use digital circuits and pulse width modulation (PWM) to constantly switch the signal between “fully-ON” and “fully-OFF” driving the output hard into the transistors saturation and cut-off regions.
The most commonly constructed amplifier classes are those that are used as audio amplifiers, mainly class A, B, AB and C and to keep things simple, it is these types of amplifier classes we will look at here in more detail.
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Class A Amplifier

Class A Amplifiers are the most common type of amplifier class due mainly to their simple design. Class A, literally means “the best class” of amplifier due mainly to their low signal distortion levels and are probably the best sounding of all the amplifier classes mentioned here. The class A amplifier has the highest linearity over the other amplifier classes and as such operates in the linear portion of the characteristics curve.
Generally class A amplifiers use the same single transistor (Bipolar, FET, IGBT, etc) connected in a common emitter configuration for both halves of the waveform with the transistor always having current flowing through it, even if it has no base signal. This means that the output stage whether using a Bipolar, MOSFET or IGBT device, is never driven fully into its cut-off or saturation regions but instead has a base biasing Q-point in the middle of its load line. Then the transistor never turns “OFF” which is one of its main disadvantages.

Class A Amplifier

class a amplifier classification
To achieve high linearity and gain, the output stage of a class A amplifier is biased “ON” (conducting) all the time. Then for an amplifier to be classified as “Class A” the zero signal idle current in the output stage must be equal to or greater than the maximum load current (usually a loudspeaker) required to produce the largest output signal.
As a class A amplifier operates in the linear portion of its characteristic curves, the single output device conducts through a full 360 degrees of the output waveform. Then the class A amplifier is equivalent to a current source.
Since a class A amplifier operates in the linear region, the transistors base (or gate) DC biasing voltage should by chosen properly to ensure correct operation and low distortion. However, as the output device is “ON” at all times, it is constantly carrying current, which represents a continuous loss of power in the amplifier.
Due to this continuous loss of power class A amplifiers create tremendous amounts of heat adding to their very low efficiency at around 30%, making them impractical for high-power amplifications. Also due to the high idling current of the amplifier, the power supply must be sized accordingly and be well filtered to avoid any amplifier hum and noise. Therefore, due to the low efficiency and over heating problems of Class A amplifiers, more efficient amplifier classes have been developed.

Class B Amplifier

Class B amplifiers were invented as a solution to the efficiency and heating problems associated with the previous class A amplifier. The basic class B amplifier uses two complimentary transistors either bipolar of FET for each half of the waveform with its output stage configured in a “push-pull” type arrangement, so that each transistor device amplifies only half of the output waveform.
In the class B amplifier, there is no DC base bias current as its quiescent current is zero, so that the dc power is small and therefore its efficiency is much higher than that of the class A amplifier. However, the price paid for the improvement in the efficiency is in the linearity of the switching device.

Class B Amplifier

class b amplifier classification
When the input signal goes positive, the positive biased transistor conducts while the negative transistor is switched “OFF”. Likewise, when the input signal goes negative, the positive transistor switches “OFF” while the negative biased transistor turns “ON” and conducts the negative portion of the signal. Thus the transistor conducts only half of the time, either on positive or negative half cycle of the input signal.
Then we can see that each transistor device of the class B amplifier only conducts through one half or 180 degrees of the output waveform in strict time alternation, but as the output stage has devices for both halves of the signal waveform the two halves are combined together to produce the full linear output waveform.
This push-pull design of amplifier is obviously more efficient than Class A, at about 50%, but the problem with the class B amplifier design is that it can create distortion at the zero-crossing point of the waveform due to the transistors dead band of input base voltages from -0.7V to +0.7.
We remember from the Transistor tutorial that it takes a base-emitter voltage of about 0.7 volts to get a bipolar transistor to start conducting. Then in a class B amplifier, the output transistor is not “biased” to an “ON” state of operation until this voltage is exceeded.
This means that the the part of the waveform which falls within this 0.7 volt window will not be reproduced accurately making the class B amplifier unsuitable for precision audio amplifier applications.
To overcome this zero-crossing distortion (also known as Crossover Distortion) class AB amplifiers were developed.

Class AB Amplifier

As its name suggests, the Class AB Amplifier is a combination of the “Class A” and the “Class B” type amplifiers we have looked at above. The AB classification of amplifier is currently one of the most common used types of audio power amplifier design. The class AB amplifier is a variation of a class B amplifier as described above, except that both devices are allowed to conduct at the same time around the waveforms crossover point eliminating the crossover distortion problems of the previous class B amplifier.
The two transistors have a very small bias voltage, typically at 5 to 10% of the quiescent current to bias the transistors just above its cut-off point. Then the conducting device, either bipolar of FET, will be “ON” for more than one half cycle, but much less than one full cycle of the input signal. Therefore, in a class AB amplifier design each of the push-pull transistors is conducting for slightly more than the half cycle of conduction in class B, but much less than the full cycle of conduction of class A.
In other words, the conduction angle of a class AB amplifier is somewhere between 180o and 360o depending upon the chosen bias point as shown.

Class AB Amplifier

class ab amplifier classification
The advantage of this small bias voltage, provided by series diodes or resistors, is that the crossover distortion created by the class B amplifier characteristics is overcome, without the inefficiencies of the class A amplifier design. So the class AB amplifier is a good compromise between class A and class B in terms of efficiency and linearity, with conversion efficiencies reaching about 50% to 60%.

Class C Amplifier

The Class C Amplifier design has the greatest efficiency but the poorest linearity of the classes of amplifiers mentioned here. The previous classes, A, B and AB are considered linear amplifiers, as the output signals amplitude and phase are linearly related to the input signals amplitude and phase.
However, the class C amplifier is heavily biased so that the output current is zero for more than one half of an input sinusoidal signal cycle with the transistor idling at its cut-off point. In other words, the conduction angle for the transistor is significantly less than 180 degrees, and is generally around the 90 degrees area.
While this form of transistor biasing gives a much improved efficiency of around 80% to the amplifier, it introduces a very heavy distortion of the output signal. Therefore, class C amplifiers are not suitable for use as audio amplifiers.

Class C Amplifier

class c amplifier classification
Due to its heavy audio distortion, class C amplifiers are commonly used in high frequency sine wave oscillators and certain types of radio frequency amplifiers, where the pulses of current produced at the amplifiers output can be converted to complete sine waves of a particular frequency by the use of LC resonant circuits in its collector circuit.

Amplifier Classes Summary

Then we have seen that the quiescent DC operating point (Q-point) of an amplifier determines the amplifier classification. By setting the position of the Q-point at half way on the load line of the amplifiers characteristics curve, the amplifier will operate as a class A amplifier. By moving the Q-point lower down the load line changes the amplifier into a class AB, B or C amplifier.
Then the class of operation of the amplifier with regards to its DC operating point can be given as:

Amplifier Classes and Efficiency

amplifier classes
As well as audio amplifiers there are a number of high efficiency Amplifier Classes relating to switching amplifier designs that use different switching techniques to reduce power loss and increase efficiency. Some amplifier class designs listed below use RLC resonators or multiple power-supply voltages to reduce power loss, or are digital DSP (digital signal processing) type amplifiers which use pulse width modulation (PWM) switching techniques.

Other Amplifier Classes

  • Class D Amplifier – A Class D audio amplifier is basically a non-linear switching amplifier or PWM amplifier. Class-D amplifiers theoretically can reach 100% efficiency, as there is no period during a cycle were the voltage and current waveforms overlap as current is drawn only through the transistor that is on.
  • Class F Amplifier – Class-F amplifiers boost both efficiency and output by using harmonic resonators in the output network to shape the output waveform into a square wave. Class-F amplifiers are capable of high efficiencies of more than 90% if infinite harmonic tuning is used.
  • Class G Amplifier – Class G offers enhancements to the basic class AB amplifier design. Class G uses multiple power supply rails of various voltages and automatically switches between these supply rails as the input signal changes. This constant switching reduces the average power consumption, and therefore power loss caused by wasted heat.
  • Class I Amplifier – The class I amplifier has two sets of complementary output switching devices arranged in a parallel push-pull configuration with both sets of switching devices sampling the same input waveform. One device switches the positive half of the waveform, while the other switches the negative half similar to a class B amplifier. With no input signal applied, or when a signal reaches the zero crossing point, the switching devices are both turned ON and OFF simultaneously with a 50% PWM duty cycle cancelling out any high frequency signals.
    To produce the positive half of the output signal, the output of the positive switching device is increased in duty cycle while the negative switching device is decreased by the same and vice versa. The two switching signal currents are said to be interleaved at the output, giving the class I amplifier the named of: “interleaved PWM amplifier” operating at switching frequencies in excess of 250kHz.
  • Class S Amplifier – A class S power amplifier is a non-linear switching mode amplifier similar in operation to the class D amplifier. The class S amplifier converts analogue input signals into digital square wave pulses by a delta-sigma modulator, and amplifies them to increases the output power before finally being demodulated by a band pass filter. As the digital signal of this switching amplifier is always either fully “ON” or “OFF” (theoretically zero power dissipation), efficiencies reaching 100% are possible.
  • Class T Amplifier – The class T amplifier is another type of digital switching amplifier design. Class T amplifiers are starting to become more popular these days as an audio amplifier design due to the existence of digital signal processing (DSP) chips and multi-channel surround sound amplifiers as it converts analogue signals into digital pulse width modulated (PWM) signals for amplification increasing the amplifiers efficiency. Class T amplifier designs combine both the low distortion signal levels of class AB amplifier and the power efficiency of a class D amplifier.
We have seen here a number of classification of amplifiers ranging from linear power amplifiers to non-linear switching amplifiers, and have seen how an amplifier class differs along the amplifiers load line. The class AB, B and C amplifiers can be defined in terms of the conduction angle, θ as follows:

Amplifier Class by Conduction Angle

Amplifier Class Description Conduction Angle
Class-A Full cycle 360o of Conduction θ = 2π
Class-B Half cycle 180o of Conduction θ = π
Class-AB Slightly more than 180o of conduction π < θ < 2π
Class-C Slightly less than 180o of conduction θ < π
Class-D to T ON-OFF non-linear switching θ = 0 

Amplificadores valvulados

Amplificadores valvulados

Ilustração Sobre Amplificadores Valvulados

Timbres clássicos e suas características

O objetivo desta matéria é transpor com palavras as linhas gerais dos diferentes timbres de amplificadores valvulados. Vamos nos concentrar nos modelos clássicos, assim considerados pela época de sua criação ou som diferenciado.
Amplificadores valvulados possuem identidade e aplicações distintas, e o prévio conhecimento das características de cada um é necessário para uma boa compra, aos ouvidos e bolso. Outra ferramenta útil é a pesquisa de sites de avaliação de equipamentos (ex. Harmony Central), onde usuários relatam suas experiências e resultados.
Atualmente temos grande e excelente fabricação de válvulas, garantindo a produção de novos modelos pela indústria e peças de reposição de qualidade, seja por mérito da partição da URSS ou do poder industrial da China (nunca se vendeu tanta válvula no mundo, e a cada ano temos novos recordes).
Grande parte dos ditos novos modelos de amplificadores valvulados para guitarra são inspirados ou descendem diretamente daqueles tratados neste artigo. Pode-se dizer que, excluindo-se a sonoridade "hi-gain" que é nitidamente um fenômeno moderno, os aparelhos ganharam em funcionalidade e recursos, mantendo o fundamento do som nítido e orgânico das válvulas.
Com o objetivo de manter as referências dentro daquilo que é fundamental conhecer, limitaremos os modelos analisados para melhor compreensão de sua sonoridade básica e sua aplicação a cada necessidade.

Fender Twin Reverb

fender_twin_reverb_1Apesar da extensa linha de produtos Fender (um dos pilares de toda a indústria de instrumentos eletrificados e seus acessórios), o termo "limpo Fender" é extensamente usado por guitarristas e imediatamente associado à um som cintilante, cheio e completo – o instrumento em sua plenitude de freqüências, de acordo com a sonoridade desejada na época de sua concepção.
Com suas pesquisas, Leo Fender conseguiu chegar a uma equalização que deixava o som da guitarra bonito e agradável, destacando-o na música. A sonoridade do Fender Twin Reverb está fundamentada nas válvulas de saída tipo 5881 (tetrodo de potência com feixe dirigido similar à atual 6L6), além da série 12ax7/12at7 na seção de pré-amplificação (preamp)1.
fender_twin_reverb_2Pelo seu som com elevado headroom (capacidade de oferecer som limpo em altos volumes) as diferenças de pegada (dinâmica) do músico e instrumento são bem nítidas, permitindo excelente atuação dos pedais de efeito, servindo muitas vezes como modelo padrão para testes e gravações de demonstração.
No Brasil a Giannini fabricou os modelos Tremendão (com sua reedição em 2006) e True Reverber claramente inspirados no esquema deste modelo e variantes.
Ainda nesta linha, existem modelos Fender com a mesma seção de pré-amplificação (preamp) e válvulas 6V6 na seção do amplificador de potência (power)2 que conferem menor potência de saída e maior compressão em altos volumes.

Fender Bassman

fender_bassman_1

Diferente do modelo anterior, o projeto Fender Bassman (originalmente em versão combo 4 x 10 para baixo elétrico) já apresenta alguma "má intenção" de nascença. Seu "preamp" - ainda soando limpo, é capaz de entregar alta carga de distorção harmônica com compressão dos picos, o que o diferencia do som quase estéril do projeto Twin. Desta forma, o Bassman destacou-se para os guitarristas de blues e posteriormente deu origem ao grande fabricante de modelos para rock (Marshall). Sua equalização tem um circuito específico com atuação em pontos distintos, e a comparação evidencia um destaque das freqüências médias neste modelo.
Apesar das diferenças, este amplificador aceita muito bem os pedais, somando ao efeito sua saturação leve e bem equilibrada. Já com pedais de boost ligados na entrada deste amplificador teremos um belo overdrive controlável na intensidade da palhetada.
Este modelo seguia originalmente com válvulas 12AY7 e 12AX7 no "preamp", além de válvulas 5881 na seção power, e tornou-se fonte básica de projeto para a maioria dos amplificadores de guitarra e baixo fabricados desde então.
Como versão nacional temos o Giannini Thunder Sound, em versões de baixo e guitarra.

Marshall JTM / Plexi

marshall_jtm_plexi_1Nascido do projeto Fender Bassman, os primeiros modelos Marshall logo passaram a usar as válvulas KT66 (tetrodo), e em seguida as EL34 (pentodo de saída), mais acessíveis na Europa. Dada a grande diferença na resposta ao toque, levou o modelo à uma combinação diferente em sonoridade. Em busca do maior ganho usa válvulas 12ax7 em todas as posições da seção de pré-amplificação (duplos triodos com a maior amplificação disponível).
amplificador-marshall-jtm-plexi-2Com algumas outras mudanças no circuito, estabeleceu-se com esta marca, o padrão de som de rock que é reconhecível facilmente em discos desde o final dos anos 60.
Em baixos volumes estes amplificadores se comportam muito bem, cedendo espaço para booster de volume ou pedais de overdrive para conseguir saturações em  volumes moderados. Já em altos volumes eles rugem pesado dado as suas características de saturação, carga harmônica e a acertada equalização com médios em destaque e graves controlados. Bandas de rock dos anos 70 e início dos 80 podem ser tomadas como exemplo dessa sonoridade, especialmente ao vivo.
Outro item fundamental nos projetos Marshall foi a padronização dos conjuntos de caixas com 4 falantes de 12 polegadas, que aumentam a eficiência do sistema nos graves e médio-graves (efeito "punch" ou pancada no peito). Complementam a receita, transformadores feitos de forma marginal às técnicas e baixa filtragem de fonte, garantindo um efeito de compressão em altos volumes.
Estes modelos caracterizam o timbre limpo Marshall, da forma que ela assim o interpreta.

Marshall JCM800

Amplificador Marshall jcm800

Após uma década de hegemonia Marshall nos palcos, percebeu-se que mais ganho (e por conseqüência maior controle dos graves) seria necessário para os anos 80. Com esse objetivo foi lançado o JCM800, modelo com médios agressivos e graves contidos, mas garantidos por generosas caixas 4 x 12. É um modelo de sonoridade própria e o uso com pedais deve ser cuidadoso, já que apesar do moderado ganho que apresenta, não dispõe de loop de efeitos nos modelos básicos.
Logicamente trabalha com válvulas 12ax7 no preamp e EL34 no power, apesar de algumas versões serem equipadas com válvulas 6550 nesta posição. O JCM800 é o ponto de partida da maioria dos projetos de amplificadores de alto ganho modernos, e muitos modelos da linha Laney são fundamentados nele.

Marshall JCM900

amplificador-marshall-jcm900

Descendente do JCM800, este modelo conta com um estágio de "hard clipping" (limitação brusca de amplitude da onda) por diodos de silício, que corta os picos do sinal, comprime fortemente o timbre e entrega altas doses de harmônicos altos (distorção arenosa e aguda). Amado por muitos e odiado por tantos outros, continua sendo uma referência em estilos como metal, punk e hard rock. Como recurso extra dispõe de canal limpo com ajustes separados, permitindo bom casamento com pedais.
Poucos fabricantes assumiram o uso de "hard clipping" em seus amplificadores valvulados (há quem considere o JCM900 como um híbrido por conta deste detalhe), mas no mercado nacional temos alguns modelos Meteoro com esta opção.
Tal como seu antecessor o JCM900 usa válvulas 12ax7 e EL34.

Amplificadores de estudo em baixa potência

Nos pequenos modelos ditos de estudo temos geralmente uma seção de "preamp" limpa, com poucos controles e um estágio de potência em Classe A operando em "Single-Ended", onde somente uma válvula é responsável por reproduzir toda a onda de áudio.
amplificador-fender-champ-reissueMuitos músicos consideram esta combinação como o nirvana do timbre, pelas altas doses de distorção harmônica par de baixa ordem, reconhecida pelo som quente e cremoso. Dada sua baixa potência (abaixo de 10 watts) é possível tocar em altos níveis de saturação, o que facilita sua aplicação para gravações e estudo. Nestes pequenos modelos ouvem-se claramente a sonoridade distinta das válvulas utilizadas – é a realização do conceito menos é mais.
Para aplicações em ensaios e shows o limitado "headroom" pode ser um problema, a não ser que se conte com sistema de reamplificação no palco.
Exemplos de modelos nessa classe são: Fender Champ, Vox AC4, Giannini Mini Mighty e muitos modelos fabricados pela Gibson.

Vox série AC

amplificador-vox-ac30

Partindo de alto-falantes específicos (cotados a preço de ouro hoje em dia), grande parte da sonoridade dos Britânicos VOX vem das válvulas de saída EL84 (pentodos de saída com soquete de 9 pinos), com seu timbre macio, bonito e altamente "saturável" no sentido rock´n´roll da palavra. Pode-se claramente ouvir seu som nos primeiros discos do Led Zeppelin, Queen e logicamente Beatles (que só usavam VOX ao vivo, por força de contrato), entre outros.
Modelos com essas válvulas de potência terão sua sonoridade afetada em altos volumes (médios salientes e ardidos, com boa compressão), e por isso pedais de modulação e ambiência podem ter resultados diferentes nessas circunstâncias. Já pedais de boost e overdrive geralmente soam muito bem com as EL84.
Derivam desta linha de projeto alguns pequenos modelos da Laney, Fender Blues Junior, Orange Tiny Terror e a série Peavey Classic.
Esperamos que o artigo contribua no entendimento e escolha do valvulado ideal para os sons desejados, e que eles atuem como ferramentas na expressão da arte de cada músico.
Pedrone
Augusto Pedrone é fabricante de amplificadores valvulados
contato@pedrone.com.br
www.pedrone.com.br
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1Pré-amplificador ou Preamp: É o estágio de um amplificador de áudio que recebe o sinal da fonte sonora, tais como o gravador cassete, o receptor e o toca-discos de baixo nível e corrige-o, entregando em sua saída um sinal suficientemente elevado para excitar o amplificador de potência. (Fonte: Wikipédia)
2 Amplificador de potência ou Power-amp (power): É o estágio de um amplificador de áudio ou de RF (radio frequencia) que eleva o sinal de áudio ou de RF fornecido pelo pré-amplificador ou oscilador a um nível de tensão e impedância adequados para funcionar as caixas acústicas ou antenas transmisoras. (Fonte: Wikipédia)
 
Fonte: http://www.rogeriocouto.com.br/blog/dicas/amplificadores-valvulados

Tudo sobre Amplificadores Valvulados!

Tudo sobre Amplificadores Valvulados!

Quem é guitarrista ou curte amplificadores de guitarra certamente já ouviu falar dos famosos “amplificadores valvulados” e, apesar de muita gente já ter usado ou até mesmo possuir um em casa, grande parte desses músicos tem dúvidas sobre o funcionamento e recursos do amplificador. Também é muito comum encontrarmos músicos experientes que passam do amplificador de estado sólido (ou SS, de solid state) para o valvulado e encontram dificuldade em timbrar o novo amplificador.
Resolvemos, então, fazer uma matéria abordando o funcionamento dos amplificadores valvulados, as diferenças entre os amplificadores valvulado, solid state e híbridos (pré-amp valvulado e potência transistorizada). Também vamos falar das partes que compõem um amplificador e qual o papel de cada uma e, claro, vamos dar algumas dicas de como conseguir o som que você quer de seu amplificador valvulado.

A Criação da Válvula
A história dos amplificadores valvulados remete ao final do século passado, mais precisamente em 1879, quando Thomas Edison acendeu a primeira lâmpada e notou que depois de um tempo ela ficava preta. A lâmpada, constituída de um filamento de carvão dentro – no vácuo – de uma âmpola de vidro, ficava preta porque partículas do carvão se soltavam do filamento e batiam contra o vidro da ampola. Para corrigir isso, Edson colocou um fio metálico ligado a uma carga positiva e notou que havia uma corrente elétrica entre o filamento e o fio. Estava criada a primeira válvula.
Thomas Edson não conseguiu achar uma aplicação prática para a válvula e muitos outros nomes tiveram papel importante na evolução da válvula até ela se tornar componente principal de TVs, rádios e vários outros equipamentos eletrônicos no meio do século passado. Entre esses nomes, temos W. R. Preece, John Ambrose Flemming e Lee De Forest, sendo o último o pesquisador que descobriu que colocando uma grade com carga negativa entre o filamento e o fio (hoje chamado de placa), uma corrente maior era produzida entre o filamento e a placa e que pequenas variações de tensão (voltagem) na grade se traduziam em grandes mudanças na quantidade de corrente elétrica circulando entre filamento e placa.
Com o passar dos anos, a válvula evoluiu e de início à criação de dispositivos de rádio. Posteriormente, esses dispositivos foram evoluindo, a válvula foi ganhando novos formatos e utilidades e a partir daí começaram a surgir diversos equipamentos que se utilizavam da invenção de Thomas Edson, como TVs, Rádios, Conversores e outros.
O Amplificador Valvulado
Os primeiros amplificadores valvulados surgiram no começo do século com o uso da válvula para aplicações de rádio e áudio. Não se sabe exatamente que foi o criador e quando o primeiro amplificador valvulado foi feito, mas o que se sabe é que eles têm característica timbral única e é muito difícil, alguns dizem “impossível”, reproduzir o timbre de um amplificador valvulado em um amplificador de estado sólido.
Ao amplificar um sinal de áudio, a válvula não consegue fazê-lo com perfeição e compromete o sinal com uma série de ruídos, atenuações e “sujeira”. Essa imperfeição na amplificação é, de alguma forma, mais agradável ao ouvido humano e é justamente o que dá a característica única dos amplificadores valvulados. Fazendo uma analogia simplória, é como uma parede lisa, perfeitinha e uma parede com textura: a imperfeição da textura é justamente o que dá beleza à parede.
Essa característica, fez com que os amplificadores valvulados se tornassem uma febre entre músicos, especialmente os guitarristas. O uso difundido de amplificadores valvulados nos anos 50, 60 e 70, aliado ao surgimento de diversas bandas famosas cujos guitarristas – hoje, ícones da música – utilizavam esses amplificadores, levou os valvulados a um estágio de “objeto de desejo” que permanece até hoje.
Componentes e partes do Amplificador Valvulado
O amplificador valvulado é composto, basicamente, por três partes: pré-amplificador, potência e fonte de alimentação. O pré-amplificador é o primeiro estágio de amplificação, onde o sinal da guitarra é amplificado e tem todo o tratamento timbral, ou seja, onde fica a equalização que modifica o sinal a gosto do guitarrista. O segundo estágio, potência, é onde esse sinal já modificado ganha a maior parte do volume, sendo amplificado com muita potência e enviado ao alto-falante. O terceiro componente, a fonte de alimentação, é a responsável por alimentar os outros dois estágios e tem tanta importância na qualidade do áudio como os outros estágios. Mais uma vez, fazendo uma analogia, a fonte está para uma amplificador como a gasolina está para um carro: a qualidade dela pode fazer tudo funcionar muito bem ou muito mal.

Alguns componentes têm maior importância por serem cruciais na formação do timbre característico. O transformador da fonte e a própria fonte devem ser de boa qualidade e projetados adequadamente de acordo com o circuito que vai alimentar. As válvulas do primeiro estágio de amplificação (em geral, válvulas pequenas, com cerca de 6 ou 7cm de altura) também devem ser de boa qualidade, pois são responsáveis diretas pelo timbre do amplificador. As válvulas de potência e o transformador de saída são os responsáveis por aumentar o volume do áudio e enviá-lo ao alto-falante. Se forem de boa qualidade e o circuito estiver bem projetado, eles conseguem fazer isso sem comprometer o áudio já timbrado que veio do pré-amplificador.
Vários modelos diferentes de válvula podem ser utilizados em amplificadores de guitarra, mas os mais difundidos são a 12AX7 (também conhecida como ECC83) para o pré-amplificador e os modelos EL84, EL34 e 6L6 na potência. Cada válvula tem sua própria característica de timbre, ganho, distorção e área de trabalho, gerando resultados diferentes. Um exemplo é o Twin Amp da Fender que usa válvulas 12AX7 no pré-amp e 6L6 na potência, tendo o som extremamente limpo e cristalino, enquanto um Marshall JCM900 utiliza 12AX7 no pré-amp e EL34 na potência, tendo o som com mais ganho e levemente “sujo”. Cada válvula tem suas próprias características e não podem ser substituidas umas pelas outras (exceto em raros casos específicos). Além das válvulas, o projeto do circuito e seus componentes também são responsáveis diretos pela característica timbral do amplificador valvulado.
Atenção: isso é uma explicação básica e não ensina ninguém a mexer em circuitos eletrônicos. Amplificadores valvulados trabalham com tensões (voltagem) altas (acima de 500V) e podem matar. Se você não tem conhecimento técnico para fazer manutenção e/ou modificações em seu amplificador valvulado, leve-o para alguém qualificado. Jamais abra um amplificador ou qualquer outro equipamento eletrônico sem ter conhecimento técnico.

Amplificador Valvulado x Estado Sólido (Solid State)
Um amplificador de estado sólido (também chamado de Solid State, SS ou Transistorizado) tem circuito parecido com um valvulado, porém, em geral, tem construção mais complexa e, claro, não utiliza válvulas. Transistores ou chips fazem o papel das válvulas de amplificar o sinal e dar o timbre do amplificador. Por não ter válvulas de potência, não há a necessidade do uso de um segundo transformador na saída e o transformador de entrada trabalha com tensões e correntes menores. Com um transformador a menos e outro transformador menor, os amplificadores transistorizados são menores e mais leves que os valvulados.
Existem ainda os amplificadores híbridos que são uma mistura de valvulado com transistorizado. Em geral, os híbridos têm uma (ou mais, em alguns casos) válvula no pré-amplificador e a potência fica por conta de transistores ou chips. Esses amplificadores têm o “calor”, porém sem a saturação e a amplitude dinâmica de um valvulado.
Outro termo muito comum entre os amantes dos amplificadores valvulados é o Handwire. Um amplificador handwire é um amplificador que não tem placa de circuito impresso, ou seja, todos os componentes do circuito são interligados diretamente, ponto a ponto, sem a necessidade de uma placa, como na foto acima.
Não vamos abordar a discussão sobre qual amplificador – transistorizado ou valvulado – é melhor ou pior porque isso envolve uma série de fatores como gosto pessoal, tipo de música, guitarra utilizada, timbre desejado etc. Cada amplificador, de cada marca, tamanho, formato e tipo de circuito diferente tem seu timbre característico e pode ser bom ou ruim conforme o ouvinte, a situação ou o timbre desejado. É importante deixar claro que há guitarristas famosos e respeitados que são adeptos de amplificadores transistorizados, assim como há guitarristas amantes dos valvulados. A questão principal aqui é que cada guitarrista deve procurar o timbre que gosta e não se preocupar com o fato de o amplificador ser valvulado ou transitorizado.
Dicas de Uso de Amplificadores Valvulados
1. Ligar e Desligar
Diferente de um transistorizado, o amplificador valvulado tem duas chaves “liga/desliga” e “stand-by liga/desliga”. Essas chaves têm funções diferentes e devem ser ligadas e desligadas sempre na sequência correta. Inicialmente, a chave “liga/desliga” (on/off) deve ser ligada para que o amplificador inicie a alimentação dos filamentos das válvulas, ou seja, para que a válvula esquente. Algum tempo depois, cerca de 30 segundos a 1 minuto, a chave “stand-by liga/desliga” (stand-by on/off) deve ser ligada para que todo o resto do circuito do amplificador seja alimentado e ele possa funcionar.
Para desligar, basta desligar a chave stand-by e, em seguida, desligar a chave on/off. Não há necessidade de esperar para desligar uma ou outra chave, apenas é recomendado desligar na sequência sugerida para que o amplificador não produza nenhum tipo de ruído ou o “pop” característico. É recomendável esperar as válvulas esfriarem antes de transportar ou guardar o amplificador.
2. Transportar
Transportar um amplificador valvulado requer cuidados especiais. Por serem construídas de vidro fino, não podem ter ar internamente (vácuo) e o filamento é sensível a pancadas e batidas, podendo se romper facilmente. Batidas, solavancos e chacoalhões não são bem aceitos por amplificadores valvulados e os filamentos – ou até mesmo as próprias válvulas – tendem a se romperem. Pela própria construção da válvula e pela alta temperatura em que elas trabalham, elas não suportam correntes de ar geladas quando estão quentes – durante o uso ou logo após o amplificador ter sido desligado. O ideal é sempre transportar o amplificador com a capa fornecida pelo fabricante ou esperar que as válvulas estejam totalmente frias.
3. Timbrar
O timbre de um amplificador é inerente a ele, mas pode variar conforme o gosto do freguês dentro de sua faixa de trabalho. Inicialmente, a escolha correta do amplificador é muito importante e você deve testar o amplificador antes de comprá-lo para ter certeza que ele se encaixa no tipo de som que você deseja. Depois de escolhido, a maioria dos amplificadores oferecem um controle de ganho “gain” e outro controle de volume “volume ou master”. O primeiro trata da saturação da válvula e segundo, como o nome diz, do volume. É muito comum guitarristas que querem um som levemente saturado utilizarem ou o gain ou o master no máximo e controlarem o volume com o outro controle (ex: gain no máximo, controle o volume no master e vice-versa).
4. Conexões e Impedância

Amplificadores valvulados têm impedância de saída especifica e devem ser conectados apenas nas respectivas caixas acústicas do modelo ou semelhantes, se for cabeçote, e no(s) próprio(s) alto-falante(s) se for combo. Ligar amplificadores valvulados em outras caixas acústicas envolvem o risco de utilizar impedâncias diferentes e queimar o amplificador e/ou a caixa. Se, ainda assim, você tiver que fazer essa conexão, atente para a informação de impedância na saída do amplificador (em geral, está em X Ohms, exemplo: 8 Ohms) e para a informação na entrada da caixa, expressa da mesma forma.
Ligar um amplificador em uma caixa com impedância maior do que a saída do amplificador vai comprometer o áudio (timbre, volume etc.), mas não deve queimar nenhum dos dois, porém o contrário não deve ser feito, já que o amplificador corre sério risco de estar queimado ou defeituoso no final dessa história.
Exemplo:
Amp com saída 8 Ohms em Caixa com 8 Ohms = a escolha ideal.
Amp com saída 8 Ohms em Caixa com 16 Ohms = pode, mas não é o ideal.
Amp com saída 8 Ohms em Caixa com 4 Ohms = não deve ser feito.
A maioria dos amplificadores valvulados tem uma chave de impedância junto à saída e ela pode ser utilizada para o casamento da impedância do amplificador com a impedância da caixa. Em geral, as chaves têm as opções 4, 8 e 16 Ohms, abrangendo a maioria das caixas utilizadas no mercado, basta o usuário trocar a chave para a opção certa na hora de conectar e não terá problemas.
5. Ajuste de BIAS
Alguns modelos apresentam a opção de ajuste de BIAS na parte traseira ou inferior do amplificador. Esse ajuste é um ajuste fino no circuito das válvulas de potência e só deve ser feito pela assistência técnica autorizada ou alguém com conhecimento técnico de confiança. É extremamente recomendado não mexer nesse ajuste, mesmo que informado no manual do fabricante.
6. Usando Send e Return
Diferentemente do que muitos guitarristas pensam, as conexões Send e Return não estão lá para enfeite e são de suma importância para obter um timbre agradável do amplificador. Antes de explicar o uso do Send/Return, temos que explicar que existem efeitos diferentes e que cada um deve ser usado em determinado local para ter o máximo rendimento e qualidade possíveis. Quando o sinal sai da guitarra e percorre os pedais, ele vai sendo alterado conforme o pedal (reverb, distorção, delay, flanger, crunch, wah-wah etc.) e essas alterações não podem ser desfeitas. Podemos dividir essas alterações em dois grupos: alterações de pré-amp e efeitos.
As alterações de pré-amp (distorção, crunch, wah-wah) devem ficar antes do pré-amplificador do amplificador de guitarra, enquanto os efeitos (reverb, delay, flanger) devem ficar depois dele. É aí que entra o Send/Return; o Send é a saída do pré-amplificador e o Return é a entrada da potência. Então, se temos um set como o descrito acima, ele deve ser ligado como mostra a figura abaixo.

Isso permite que cada efeito e/ou alteração no sinal de áudio tenha o melhor rendimento e qualidade possível, garantindo que o timbre do amplificador não será “perdido” no meio do caminho e que cada efeito soe como deveria. Se você usa um pré-amplificador separado, a saída dele deve ser inserida no Return, ou seja, na entrada da potência.
7. Entradas
Alguns amplificadores valvulados têm duas ou mais entradas (alguns têm até 4). Essas entradas são semelhantes, porém algumas têm uma impedância um pouco maior, sendo ideal para uso com guitarras que têm captadores ativos ou de alto ganho. Em geral, em um amplificador de 2 entradas, a entrada 1 é para guitarras de baixo ganho e a entrada 2 é para guitarras de alto ganho. Em amplificadores com 4 entradas, ocorre o mesmo, porém com as entradas 1 e 2 para baixo ganho, enquanto 3 e 4 são para alto ganho.
Essa matéria não tem a intenção de tornar ninguém em um expert em amplificadores, tampouco funcionar como referência na escolha de determinado modelo. A idéia aqui é sanar dúvidas que grande parte dos guitarristas têm e prestar um serviço de informação a nossos consumidores e clientes. Se você vai comprar um amplificador, você deve levar em consideração o tipo de som ou timbre que procura e não se o amplificador é valvulado ou não. Lembre-se, seu timbre é sua assinatura!

Fonte:  https://tectronica.wordpress.com/2011/12/19/tudo-sobre-amplificadores-valvulados/