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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Reverb de Convolução

Reverb de Convolução

In blog by zasnicoff

Campo ReverberanteA onda sonora emitida pelo instrumento se espalha no ambiente. Primeiro, chega diretamente ao ouvinte. Mas segue seu caminho, para várias direções, e atinge superfícies. Reflete. Para outras direções. Passa de novo pelo ouvinte. Continua adiante, reflete em outras superfícies, e em outras mais, atinge o ouvinte.

No mesmo instante, outras centenas ou milhares de reflexões estão ocorrendo. Algumas acabaram de passar pelo ouvinte, outras chegarão em frações de segundos.

Num curto espaço de tempo, o campo sonoro dentro da sala estará um verdadeiro caos. Milhares de ondas sonoras, de diferentes intensidades e fases, seguem o som original da fonte sonora, criando o que chamamos de REVERBERAÇÃO.
Colocando a “beleza” desta reverberação de lado (que é extremamente subjetiva, depende do ouvinte, do instrumento, andamento, estilo musical, contexto, entre outros), o fato é que o som final (resultante do som direto, das reflexões primárias, fortes e espaçadas e do campo reverberante que soa como uma cauda), depende totalmente da posição da fonte sonora, da posição do ouvinte (ou do microfone), da geometria da sala, de seu tamanho e dos revestimentos existentes.
Cada sala tem o seu próprio tipo de reverb. Para efeitos deste texto (mesmo porque cada literatura trata o assunto de uma maneira diferente), chamaremos de REVERB todo o som que segue o original. Portanto, o conjunto de reflexões primárias e tardias, que dependem das características acústicas da sala.
Em outras palavras, podemos dizer que toda e qualquer sala possui uma “impressão digital”, única, característica, que determina como o som se comportará dentro dela. Algumas impressões digitais são bem conhecidas do público em geral. É provável que a grande maioria das pessoas identifique facilmente se um som foi gravado ou está sendo gerado dentro de um ginásio de esportes, ou de uma catedral. Cavernas, banheiros, salas de concerto, e por aí vai. E ainda assim, cada banheiro tem o seu próprio “som”.
(Certa vez, em viagem à Nova Iorque, não pude deixar de reparar no som incrível de uma sirene do carro de bombeiros no meio da cidade, cercado por arranha-céus. Aí está um som bastante característico, como se Nova Iorque tivesse o seu próprio reverb inigualável.)
Nosso cérebro tem uma capacidade incrível de memorizar estas informações, sem que precisemos nos esforçar. Desde criança, aprendemos a identificar os sons dos ambientes. Cada experiência auditiva nova é mais uma memória armazenada no nosso banco de dados de impressões digitais.
Podemos julgar com bastante facilidade se um determinado som é “real” ou “artificial”. Se uma pessoa está próxima ou distante, se a sala é grande ou pequena, reflexiva ou abafada, se uma gravação soa natural ou dá a impressão de que cada instrumento está em uma sala diferente. Talvez não possamos identificar detalhes, mas certamente conseguimos julgar se a reverb é ou não convincente.

Reverb nas Gravações

No mundo ideal, quando queremos que um determinado instrumento, música ou banda tenha uma sonoridade específica, simplesmente gravamos o som naquele ambiente. Tudo seria muito fácil, se não fossem os problemas.
Pra começar, nem sempre temos acesso ao ambiente desejado. Se por algum motivo eu precisar se uma sirene de bombeiros em NY, naturalmente não vou viajar até lá e esperar com meu gravador até que algum carro de bombeiros passe por mim, torcendo para que nenhum outro ruído aconteça ao mesmo tempo.
Outro grande problema é o tele-transporte do ouvinte até o local da ação. Uma coisa é estar presente no local e escutar o reverb com os dois ouvidos. Outra coisa é gravar este reverb (1 microfone? 2 microfones? A que distância?) e esperar que o ouvinte tenha a mesma sensação, como se estivesse presente. Como ele irá escutar? Com fones? Através de caixas? Em que ambiente? No local real, o som chega por todos os lados. Com caixas acústicas, o som vem pela frente…
Como você já percebeu, capturar um reverb natural nas gravações não é tarefa fácil e só teremos uma boa chance de sucesso quando a técnica de microfonação é MUITO precisa e testada, e quando a sala, de fato, apresenta um reverb desejável, exatamente como queremos em nossa música.
No mundo real, a grande maioria das gravações ocorre em um estúdio, uma vez que ali estão os equipamentos, instrumentos, profissionais, isolamento etc. Eventualmente o estúdio, ou a sala de gravação, pode não ter um reverb muito interessante, pelo menos para alguns instrumentos. E depois que o reverb está gravado, não há como retirá-lo! A solução é usarmos estúdios relativamente “secos”, com pouca reverberação, e posteriormente adicionarmos reverb artificial durante a mixagem.
Aí entram os processad
ores de reverb. Fazer o som soar como se estivesse na 5a. avenida de NY é agora responsabilidade do equipamento (hardware ou software, na forma de plugin). Todas as gravações foram realizadas de maneira “neutra”, sem nenhuma impressão digital marcante, e em teoria temos a liberdade de adicionar qualquer impressão que desejarmos.
Mas isto é teoria, porque simular o mundo real nunca foi tarefa fácil! O processador de reverb precisará cirar e adicionar ao som original um campo sonoro extremamente complexo e convincente, a ponto de enganar nosso cérebro.
(Ok, nem sempre precisamos “enganar” o cérebro. Alguns reverbs antigos e tradicionais, baseados em peças físicas e móveis, como o do tipo “mola”, usado em amplificadores de guitarra, ou do tipo “plate” – um clássico nas vozes dos anos 60 – não soam nada naturais, e mesmo assim podem deixar o som, digamos, mais interessante. Aí entramos no terreno da estética, dos modismos e dos sons que marcaram épocas. Vamos nos concentrar na capacidade de simular ambientes reais.)

Processadores de Reverb

Nos tempos modernos, dos equipamentos digitais, existem basicamente dois tipos de processadores de reverb. Os de Algoritmo e os de Convolução.
No primeiro caso, o usuário escolhe algumas características da “sala virtual” (como tamanho e tipos de revestimentos) e o processador irá calcular as centenas ou milhares de ondas sonoras que compõe o reverb. Haja cálculo! Cada uma das ondas tem seu próprio percurso, sonoridade, atraso. Não é difícil entender porque um reverb de algortimo tem que ser MUITO bem projetado para criar um som convincente. No mundo da tecnologia, precisão e velocidade equivalem a custo! Queremos que o reverb seja simulado em tempo real (enquanto escutamos o áudio, para fazermos julgamentos e ajustes) e que tenha excelente qualidade, sem fundir a CPU do computador.
Existe de tudo no mercado. Reverbs excelentes e caros, reverbs medíocres e gratuitos. A cada nova mixagem, me convenço ainda mais da importância de um bom reverb na sonoridade final. Pode chegar ao ponto de fazer a diferença entre uma produção profissional e uma amadora. Consequentemente, esteja preparado para investir um bom dinheiro em equipamentos (ou plugins) e computadores potentes para atingir um alto nível de qualidade em reverbs.

altiverb - Reverb de Convolução

O outro tipo de processador utiliza uma tecnologia chamada Convolução para criar o reverb. Ao invés de prever, simular e calcular as ondas sonoras, uma impressão digital real da sala é usada. Esta impressão é capturada através de um processo de gravação (extremamente complexo e delicado) que capta a “sonoridade” de um ambiente qualquer, em um arquivo digital chamado RESPOSTA AO IMPULSO (Impulse Response ou IR).
No momento do processamento, este arquivo é misturado ao áudio original (seco) e o cálculo de convolução faz o áudio soar como se estivesse de fato naquele ambiente! Os processadores de convolução normalmente trazem suas próprias bibliotecas de impulsos – salas de concerto, ginásios, estúdios, catedrais, banheiros, quartos, salas – às vezes de ambientes inusitados – como o  interior de um tanque de guerra – e não raramente, impressões digitais de salas famosas, como o Royal Albert Hall de Londres.
Gostaria que o seu vocalista soasse como se estivesse cantando no centro do Coliseu em Roma? É só usar este impulso,  que já foi gravado dentro do Coliseu e está disponível no mercado.
O resultado final, naturalmente, depende da qualidade do arquivo de impulso. Existem excelentes impressões digitais à venda e para download, dos lugares mais curiosos e famosos. A maioria delas pode ser utilizada por diferentes modelos de processadores de convolução. Problema resolvido? Negativo. A convolução também é um processo EXTREMAMENTE pesado e exige muita CPU. Leia-se computadores potentes e caros.

Qual usar?

No dia-a-dia, acabamos usando reverbs de convolução nos casos mais críticos, como por exemplo, durante a masterização. Nesta fase, não precisamos processar muitos canais simultaneamente e o reverb terá um impacto decisivo, pois será adicionado ao áudio final, já mixado.
Durante a mixagem, nem sempre podemos nos dar o luxo de usar um processador de convolução em cada instrumento. Acabamos abrindo mão da qualidade para usar processadores de algoritmo mais simples. Reservamos CPU para as trilhas mais importantes.
Uma coisa é certa: trata-se de uma questão de tempo até que todos tenhamos acesso a uma imensa capacidade de processamento, a baixo custo. Neste ponto, os reverbs de convolução serão amplamante utilizados. Ou então, novos reverbs de algortimo extremamente convincentes serão desenvolvidos. De um jeito ou de outro, é apenas uma questão de tempo.
Talvez em menos de uma década todos nós possamos usar reverbs, compressores e equalizadores IMPECÁVEIS. Assim como hoje algumas pessoas já têm acesso aos reverbs de convolução que nem eram imagináveis há 20 anos atrás. E curiosamente, algo me diz que nem por isso teremos melhores músicas no futuro…

Qual o seu Reverb Favorito?

Deixe seu comentário. Fale sobre os seus modelos. Qual o seu preferido? Por que? Que IRs interessantes você já utilizou? Qual o IR mais curioso no mercado?

Fonte:  http://academiadoprodutormusical.com/blog/1920-reverb-de-convolucao/


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Frequências

Frequências, Freq. de Falantes e Caixas Acústicas:

Frequência: A frequência de uma onda, é uma grandeza física ondulatória que indica o número de ciclos (oscilações) durante um período de tempo. Para determinar a frequência, basta calcular: Frequência = número de oscilações / tempo (intervalo de tempo).
O vídeo abaixo demonstra todas as frequências em gráficos de reprodução, estéreo / mono, além de dicas de utilização! Tenha uma boa caixa de som ou fone ouvido, com resposta de frequência de graves, médio e agudos bem definidas para poder distinguí-las.





A frequência sonora é medida em Hertz (hz). Para entender melhor, vamos supor que 1hz consiste no movimento do cone de ir e voltar 1 vez em 1 segundo. O ouvido humano inicialmente consegue ouvir frequências de 20hz para cima, chegando até 20.000hz (20Khz). As faixas mais lentas, de 20~30hz por exemplo, irão render mais vento do que som do alto falante, pois são movimentações muito lentas, por isso indicamos trabalhar sempre de 40hz para cima. Normalmente, falantes de 18” são cortados de 45/50hz para cima, falantes de 15” de 45/55/65hz para cima, e de 12” em média de 60hz à 120hz, dependendo do estilo musical e função do alto falante.
Exemplos de Frequências em alto falantes: Para se ter um bom exemplo, aqueles graves estendidos que dão os subwoofers com borda de borracha (pionner, mtx, kicker), são em média de 35hz à 80hz de frequência com picos próximos a 60hz. Já os woofers grandes de 18” e 21” também chegam fortes nessas frequências baixas. Porém, normalmente com picos próximos de 90hz. Já os falantes de 15” normalmente projetados para grave e sub-graves, rendem mais entre 45~120hz, com picos próximos à 100hz. Os woofers de 12”, projetados para pancadão automotivo, mais seco, com FS acima de 80hz, rendem bem entre 65~350hz, com picos entre 150hz. Os falantes de 10 e 12” de médio-grave, dependendo do modelo, são projetados para 80~3000hz, com picos próximos de 300hz, assim como os 10” de médio-grave. Já os de woofers 8 e 6” normalmente são projetados para 90 ~ 5000hz, ficando com picos próximos à 350~500hz, e são muito usados em som profissional como line arrays menores, som ambiente, etc.

Escolhendo o Falante: Este é um dos passos mais importantes, pois depende do seu gosto musical. Além do falante são os dutos e a litragem da caixa que fazem a frequência da caixa, sendo assim temos algumas dicas:

Tamanho do falante: Normalmente quanto maior o cone, mais ar ele terá de empurrar. Imagine você empurrando um prato pequeno com toda sua força, e depois uma tampa de panela grande de 50cm. Assim você entende que falantes maiores tem facilidade em frequências baixas (30~80hz, vibrações por segundo) e que falantes menores conseguem vibrar melhor acima de 100hz ou mais vibrações por segundo. Por isso um falante de 18” tocará frequências mais baixas (entre 30~100hz) com graves mais estendidos (estilo Rap, Funk, Hip-Hop), dando pouca voz e pancada rápida. Já os woofers de 12” conseguem tocar mais rápido e firme, dando também mais voz (dependendo do modelo, pois existem falantes de 12 e 15” de grave e também de médio-grave, porém normalmente os falantes de 15” são mais graves do que médio-grave). Os falantes de 15” são mais vendidos pois tocam bem todos os estilos, conseguem tocar músicas de pancada mais rápida ou seca e músicas de grave mais estendido. Devido a isso, a maioria das casas noturnas usam 18” no chão para sub e 12” no teto para médio-grave (voz/grave seco). E também os de 8” e 10” que são muito bons para voz limpa e clara (altamente indicados para qualidade).




Parâmetros dos alto falantes x Frequências:

Fb: Frequência de sintonia (ressonância) da caixa acústica dutada (Vented/Bass Reflex). É a sintonia que você dá à caixa. Se você fizer ela em 50hz, então abaixo disso vai tocar porém não tão eficiente, com menos dB do que a sintonia de 50hz, já acima disso irá tocar bem até um certa frequência, caindo os dB em seguida, de acordo com a relação falante x caixa.

Fs: Frequência de ressonância ao ar livre ou frequência de pico. O Fs é a frequência que o falante pode chegar sem causar danos, de acordo com sua potência. Ou seja, se o Fs do falante é 50hz, significa que abaixo de 50hz existe a possibilidade de danificá-lo em volumes maiores, por isso o uso do crossover é indicado.

Outro parâmetro muito visto é a resposta de frequência. Muitos acham que, pela especificação do alto falante afirmar “de 40hz a 2Khz”, pode-se usar toda esta frequência nele. Tome cuidado, pois este parâmetro normalmente é tirado com +/- 10dB, ou seja, ele rende aquela frequência demonstrada com 10dB a menos.

Tabela das frequências (resumida):

  • 1hz: significa um movimento do cone (ida e volta) em um segundo, é inaudível.
  • 10hz: significa 10 movimentos de ida e volta do cone em um segundo, só vento.
  • 25hz: Mais vento do que som. Movimento mecânico, treme o ambiente.
  • 40hz: Você começará a ouvir o sub-grave, além de sentir tudo vibrando. Sub-grave bem extenso.
  • 50hz à 60hz: Sub-grave com mais pressão, graves fortes porém bem extensos.
  • 70hz à 100hz: Pouco sub-grave. Sensação de mais pressão, vibração.
  • 100hz à 150hz: Muita vibração, grave bem firme, bem forte, dói os ouvidos.
  • 150hz à 250hz: Vibração bem rápida. Aqui os alto falantes com suspensão de borracha já não renderão quase nada.
  • 250hz à 500hz: Muita vibração. Voz mais encorpada e batidas bem rápidas e secas.
  • 500hz à 1000hz: Voz pura, voz encorpada, e também vários instrumentos, alarmes, buzinas, etc.
  • 1000hz à 3000hz: Voz com pouco agudo, voz gritante, buzinas e alarmes mais agudos, outros instrumentos e sons que causam desconforto a nossos ouvidos.
  • 2000z: Esta é a frequência de ressonância da maioria dos humanos. É uma frequência irritante aos ouvidos. Indicamos abaixar essa frequência em 2 a 3 dB, caso você tenha um equalizador, assim o som dos drivers ficará muito mais agradável.
  • 3000hz à 5000hz: Voz com agudo, vozes muito finas e agudos fortes, bem definidos, chiados, sons de violino, teclados, últimas notas da guitarra, sons de metais batendo, etc.
  • 5000hz à 20.000hz: Agudo puro, quanto mais alta a frequência, mais fino e fraco o agudo, ou seja, à 5000hz você ouve um agudo mais forte, porém acima de 10.000hz ele já é muito fraco.

Ouça algumas frequências nesse link.

Abaixo uma tabela de frequência em hz dos instrumentos musicais e vozes humanas, para você ter ideia das frequências de cada instrumento, e outra tabela com um piano, se fosse completo, teria todas as frequências, porém a maioria não passa muito dos 7000hz.


Tabela de Frequências x Instrumentos x Vozes:




Tabela de Frequências x Piano, Guitarra:


Infra-sons e Ultra-sons:


Os Infra-sons são formados de frequências tão baixas (abaixo de 20hz), que não ouvimos. Tremores de terra e erupções vulcânicas são exemplos.
Os Ultra-sons são superiores à 20.000hz, usados por médicos em ecografias (quando vemos o bebê no útero da mulher) ou quando as embarcações usam sonares que emitem sinais para serem refletidos pelos objetos no fundo do mar, calculando a profundidade e avisando se há peixes.
Animais como cachorro e gato conseguem ouvir em média até 50.000hz, já morcegos chegam a produzir e ouvir até 120.000hz Já os golfinhos escutam até 150.000hz.

Tabela de Frequências Audíveis e Infra/Ultra Sons:




O timbre é a característica que nos permite distinguir dois sons com a mesma frequência e a mesma amplitude, mas produzidos por fontes sonoras diferentes. Quando ouvimos, por exemplo, uma nota tocada por um piano e a mesma nota produzida por um violino, podemos imediatamente identificar características sonoras muito distintas. Isso é possível porque cada instrumento vibra de forma distinta e produz harmónicos com amplitudes e frequências diferentes, de acordo com a sua constituição.

Fonte: http://www.somsc.com.br/dicas/frequencias

terça-feira, 5 de setembro de 2017

"O estranho mundo de Jack": Studio Linux BR

O estranho mundo de JACK – Prólogo

Talvez o mais traumático processo de mudança do windows pro linux em audio seja aprender a lidar com o Jack. Muitos não entendem seu funcionamento. E nesses muitos, podemos incluir também usuários linux antigos, que acham que mexer demais no Jack pode ser fatal ao sistema. Mitos e dificuldades a parte, resolvi postar aqui para todos, um guiazinho bem relax sobre as principais características deste poderoso aplicativo que pode transformar seu computador em um super estúdio, e simplesmente deixar você SEM LIMITES quando o assunto for audio. Na verdade todas as informações aqui descritas tem como base a documentação oficial do projeto, e alguns textos interessantes que encontrei na net. Vamos nessa, porque dominar o JACK é realmente imprescindível para maximizar nossos processos em audio.

O que podemos fazer com o JACK?
## Trabalhar em tempo real com audio
## Ligar um programa à outros
## Pegar a saída do mesmo programa e enviá-lo aos outros dois, em seguida, gravar o resultado no primeiro programa
## Sincronizar todo um ambiente com cinco ou seis programas rodando e tocar junto e transformar tudo isso em um audio final
## RESUMINDO: Praticamente tudo é possível ao JACK
Nossa, mas o que é o JACK afinal?
JACK é um sub-sistema de gestão em tempo real, de baixa latência de áudio e MIDI. É um projeto seríssimo que roda em Linux, Solaris, FreeBSD, Mac OS X e Windows (e pode ser portado para outras plataformas ainda, é mole?) Pode ligar um número de diferentes aplicações para um dispositivo de áudio, bem como permitindo-lhes partilhar áudio entre si. Os seus clientes podem executar em seus próprios processos (ou seja, como aplicações normais), ou podem eles podem ser executados usando o JACK como servidor (ou seja, como um "plugin"). JACK foi concebido a partir do solo para o trabalho profissional de áudio, e seu projeto concentra-se em duas áreas fundamentais: SINCRONISMO na execução de todos os clientes, funcionamento e BAIXA LATÊNCIA. Simplesmente o JACK é a tesão de trabalhar DE VERDADE com audio e não ser apenas um arrastador de mouse, ou apertador de botões.
E aí? O tróço é louco ou não é?

Então esmiuçaremos ele em breve...
PS:. O nome dos posts a seguir é uma singela homenagem ao amigo “encrenqueiro” (huahuahua) Raul Dipeas.

O estranho mundo de JACK – Parte I

Vamos agora a primeira parte do nosso esclarecimento do JACK. Reza a lenda que uma vez no linux o JACK só podia ser rodado do terminal, e nessa época obscura os usuários linux sofriam demais com toda a complicação que era usar o JACK. Eis que surgiu a interface gráfica do JACK e os linux user foram felizes para sempre, ou quase (hehehe).

Pois bem o JACK é responsável pela comunicação entre os softwares e sua placa de som e isso faz dele um motor de audio muito útil e até por assim dizer imprescindível para trabalhar profissionalmente. Ao abri-lo você irá se deparar com sua interface gráfica. Vamos ao que significa cada um dos itens dele:

START – inicia o trabalho do JACK
STOP – para o trabalho do JACK (não diga...)
MESSAGES – exibe as mensagens do que vem ocorrendo com o JACK, com sua interferência e também sem ela
STATUS – mostra como está o JACK, e também como ele está se comportando
CONNECT – mostra as conexões que estão sendo feitas entre softwares e sua placa de som
PACHTBAY – é onde você pode salvar todas as conexões para não precisar refazê-las sempre que reabrir um projeto cheio de softs rodando ao mesmo tempo, as para que ele funcione corretamente é necessário que todos os aplicativos já estejam abertos antes de você abrir o patchbay salvo.
QUIT – para o JACK e o fecha instantaneamente (como você já podia imaginar)
SETUP – entra no menu de opções para suas preferências no uso deste aplicativo
ABOUT – informações sobre a versão do JACK que você está usando

Você agora deve estar pensando, tá mas e aqueles comandos stop/play e talz abaixo do visor o que são? Eles são usados quando você vai rodar dois ou mais programas sincronizados como por exemplo hydrogen tocando uma batera e o ardour tocando uma gravação de violão. Se os dois estiverm configurados para que o jack seja servidor de comunicação entre eles, por este comando você poderá rodar os dois ao mesmo tempo 100% sincronizados. E não só por eles, mas também nos plays/stops dos próprios programas, não é incrível??
O Console logo acima traz muitas informações pertinentes a todos nós, como se o jack está rodando e se está em realtime (RT), o samplerate com que o jack está trabalhando, uso do CPU em porcentagem, dados de sincronismo caso haja, e o numero de XRUNS ocorridos.

Você deve agora ter pensado: PORRA MAS QUE DIABOS É XRUN??? Calma, vamos a uma tradução livre do documento oficial que encontrei no site Estudio Livre:

“Bem, quando seu jack está devidamente configurado e você tem processador e memória ram suficiente para conectar todos os softwares que você precisa com ele atingimos a situação ideal e agora é só criar. Porém, existem alguns problemas que podem ocorrer atrapalhando o bom funcionamento do jack e dos processos de áudio em sua máquina. Os mais freqüentes são os chamados XRUNS e o efeito colateral de tentativas de correção deste: a alta latência.O XRUN quando muito alto, passa a inviabilizar o procesamento de áudio na sua máquina, dando uma sonoridade "mastigada" no processamento, pois o que acontece na verdade é que seu sistema operacional e hardware não estão conseguindo lidar com os paramêtros que você exigiu do jack, e você perde desempenho."

Isso já deve ser suficiente para que você saiba que devemos evitá-lo a todo o custo e vamos ver como evitá-los no próximo capítulo.

PS: Não esqueçam que temos uma comunidade do orkut que pode servir de fórum para tirar muitas dúvidas, entrem lá, o endereço está no menu ao lado...

O estranho mundo de JACK - Parte II


Bom, agora sim chegaremos ao coração do Jack, é muito importante que você leia e até releia o que está escrito aqui, por que o SETUP deste aplicativo é tão poderoso que só realmente sabendo o que significa cada parâmetro você chegará ao máximo do sistema de audio da distro escolhida! Saibam que as configurações que realmente farão toda a diferença estão na primeira aba (hehehe).

JACK SETUP / SETTINGS

Aqui está a parte de configurações que realmente faz diferença neste duelo de titãs que é travado por LATENCIA x XRUNS. Aqui todo o “tempo que você” perder tentando configurar vai valer a pena, mas com este tutorial fica um pouco mais fácil de saber como você deve proceder para resolver os problemas que eventualmente possam estar ocorrendo com seu Jack.

ATENÇÃO: O JACK se comporta muito melhor rodando sobre KERNEL-RT se você não tem ainda, não conseguirá rodar ele em sua plenitude e em tempo real ok? (a menos que aconteça um milagre).


Bem vamos ao que interessa, as configurações:

1- DRIVER = aqui você pode escolher o Driver de som que você mais goste (ou que melhor funciona em seu sistema) eu sinceramente ainda não conheci nenhum mais compatível que o ALSA.

2- REALTIME / PRIORITY = Ativando o Realtime seu jack trabalhará em tempo real! Mas para que ele funcione corretamente seu kernel deve estar configurado para trabalhar neste modo. Caso você esteja usando uma distro customizada para audio basta ativar o Realtime e tudo estará funcionando. Caso sua distro não seja específica pra audio sugiro que leia “O Estranho Mundo de Jack – Epílogo”. Em Priority você escolhe a prioridade que o audio terá no sistema (quando o Realtime estiver rodando), o site oficial do projeto indica valores entre 70 e 80.

3- NO MEMORY LOCK / UNLOCK MEMORY = Aqui você irá escolher de que maneira o JACK irá utilizar a memória nos processos de audio. Caso for trabalhar com wine ou GTK+ ative o UNLOCK. Nestas duas opções você também tem a possibilidade de resolver problemas como por exemplo a tela não atualiza sincronizada com o áudio (pois o jack estaria se atravessando em alguns acesso a memória dos processos gráficos).

4- SOFT MODE = Habilitado ele esconde e ignora os XRUNS do sistema. Eu sinceramente desaconselho o uso desta opção no processo de audio profissional, por que ela acaba enganando a gente. Mas se depois de configurado o jack seu numero de XRUNS for realmente pequeno você pode habilitar este modo.

5- MONITOR = Esta opção cria saídas e entradas virtuais de monitoramento para processos de áudio em tempo real que sua máquina esteja executando. Seria uma maneira de conseguir um retorno em tempo real, conectando os monitores aos playbacks. Caso você não conecte nada de diferente acontecerá. Para o monitor funcionar corretamente sua placa de som deve ter suporte para este recurso.

6- FORCE 16BIT = O padrão do JACK é 32bits, mas como você sabe os CDs atuais ainda usam a taxa de 16bits na masterização final. Então, caso você tenha problemas com o desempenho do seu JACK forçá-lo a trabalhar em 16 bits é uma boa opção.

7- H/W MONITOR/METER/IGNORE = Suporte para monitoramento de medidas fornecidas diretamente pelo seu hardware, claro, se sua placa tiver esta opção.

8- VERBOSE MESSAGES = Refina a saída de mensagens, fazendo com que as mensagens reportadas, com diagnósticos e evetos sejam comunicados em tempo real.

9- MIDI DRIVER = Bom, pelo nome você deve saber o que é né? Hehehe

10- CONFIGURAÇÕES DE AMOSTRA = Essas configurações (Frames/Period, Samplerate, Periods/Buffer, WordLenght, Wait e Channels) correspondem diretamente a velocidade da captura, tamanho dos “dados”, e mais algumas opções que equilibram a latência. O SAMPLERATE USADO NO JACK DEVE SER O MESMO QUE SERÀ UTILIZADO POR TODAS OS SOFTS DE AUDIO INSTALADOS NO SISTEMA, caso ele não seja o mesmo em todos, pode ocasionar estalos, xruns, e funcionamento incorreto dos softwares.
Frames/Period e Period/Buffer baixos são rápidos e requerem mais processamento dedicado e conseqüentemente baixam a Latência, por outro lado, não será possivel trabalhar com latência tão baixa com processadores lentos e sample rates muito altos. Baixas latências sempre exigem processamento alto. Portanto, se você pode abrir mão de um pouco de latência este é um lugar onde você pode compensar um pouco a falta de memória e processamento de sua máquina. Teste até encontrar o ponto G do sistema (hehe).
As outras opções ("Word Lengh", "Wait" e "Channel") não são configuráveis pelo módulo ALSA, mas também tem relação com a manipulação e tamanho das amostras. Para testá-las mude o Driver lá de cima, mas se usar ALSA não precisa se preocupar (3 coisas a menos para configurar, hehe).

11 - PORT MAXIMUM = Define o máximo de portas que o jack vai poder lidar. Para aumentar o desempenho escolha o menor número de portas possível, o valor recomendado pelo site do projeto é 128.

12 - TIMEOUT = Esta opção seta o tempo de saída dos processos baseado num pequeno atraso de "sincronização" nesta saída. Você pode também fazer alguns testes de desempenho com esta opção para ver como seu sistema trabalha melhor com essa opção.

13 – START DELAY = define um atraso no inicio das aplicações no JACK, ideal para o sistema se “organizar” para “receber” as novas aplicações, o normal desde valor é 2 segundos.

14 – INTERFACE = Aqui você vai escolher a placa de som que vai trabalhar como prioritária em seu sistema, caso tenha mais de uma.
15 – DITHER = Dither é um processo de "suavização" matemática que pode ser necessário no seu processamento de áudio quando existem conversões de taxas de amostragens diferentes ou mesmo quando existem conversões de volumes, aplicações de filtros de freqüencias. Se você esta sentindo algum tipo de distorção em algum processamento que o jack está transportando pode experimentar estes algoritmos.

16 – AUDIO = Aqui você pode escolher no que sua placa vai se dedicar, se em captar, ou reproduzir, ou ainda nas duas coisas ou seja DUPLEX, que é o padrão.

17 – IN/OUT DEVICE e CHANNEL = Bem, aqui você define entradas e saídas, depedendo da sua placa, ou suas placas, um recurso bem interessante. Caso queira usar só a placa padrão escolhida anteriormente deixe todos em DEFAULT.

18 – IN/OUT LATENCY = você já deve saber pelo nome né? Deixe em default para usar o máximo de seus recuros.

19 – LATENCY = aqui você terá o resultado direto em milisegundos.


JACK SETUP / OPTIONS

Aqui estão as opções do aplicativo, sobre tudo como ficarão as conexões, o que aparecerá nas estatísticas e os scripts que são usados por padrão, normalmente esta aba assim como as próximas já vem em configurações adequadas por padrão.

JACK SETUP / DISPLAY

Aqui você escolhe como o Jack vai aparecer pra você, como o próprio nome já diz, os controles são bem intuitivos e simples como você pode ver

JACK SETUP / MISC

Bem, esta aba você tem acesso a opções comuns do Jack, mas relax, aqui você pode escolher se ele vai começar minimizado na bandeja, se vai entrar rodando, quais botões da interface dele vão aparecer, se ele vai suportar ALSA (que é a arquitetura avançada de som pro linux) enfim, acho que esplicar o que contém nesta aba pode ser um insulto a sua inteligencia então paro por aqui (hehe).
Bom se você leu até aqui e prestou a atenção devida a cada tópico, provavelmente você conseguirá configurar seu JACK perfeitamente, e ainda resolver quaisquer eventuais problemas que possam surgir. Agora se você não prestou muita atenção, sugiro que releia de novo este post, para não ter mais problemas.
Cenas do Próximo Capítulo
Na próxima iremos falar das conexões no Jack, e obrigado a todos os leitores e comentáristas!!
PS: . Algumas partes deste texto são traduções livres da documentação oficial do JACK, fui...


O estranho mundo de JACK - Parte III

Olá amigos, hoje vou falar das conexões no jack. É aqui que tudo acontece!
Para você entender melhor o funcionamento das conexões imagine um estúdio tradicional. Você já deve saber um pouco como funciona né? Se você toca guitarra (ou viu já prestou a atenção nos guitarristas) sabe que tem que ligar a guitarra em um pedal e o pedal no combo para tocar e talz. Vou exemplificar com uma figura:



Essa figura tosca mostra como é ligada uma guitarra a dois e efeitos e um amplificador. O OUT da guitarra é ligado por um cabo ao IN do primeiro pedal. O OUT deste primeiro pedal é ligado no IN do segundo pedal. Este, por sua vez, tem seu OUT ligado ao IN do amplificador. A figura não mostra, mas o OUT do amplificador está ligado no IN do auto falante. E conseqüentemente o OUT do auto falante está ligado ao IN dos seus ouvidos. Toda essa ladainha é só pra dizer que o esquema de conexões no JACK trabalha no bom e velho sistema IN e OUT.
No JACK as conxões são exatamente assim...
Isso parece comum, mas na verdade é um recurso que eleva seu estúdio a padrões inimágináveis, uma vez que praticamente qualquer aplicação pode ser ligada a outra via JACK.
Algumas conexões são feitas de forma automática como é o caso da imagem abaixo onde o Ardour está gerenciando os audios existentes no projeto e ligado-os ao mastes que por sua vez é ligado no playback da placa de audio.


Não é fantástico?
Mas, alguns aplicativos tem que ser conectados manualmente. Não é difícil basta seguir a mágica regra do IN/OUT hehehe...
Vamos há um exemplo ligando seu controlador midi ao ZYNSUBADDFX (que nome mais feio, tá loco). Basta ir na aba ALSA e ligar a entrada midi de sua placa de som ao ZYNSUBADDFX já que ele por padrão já está ligado automaticamente a sua placa de som... veja:



Moleza não é? Apesar de não ser tão prático, posso precisar que este modo de trabalho lhe dá uma liberdade tão grande que você nem tem idéia. Afinal, você poderá qualquer aplicação a outra e ainda gravar numa terceira ou quarta, ou sei lá ligar diversas aplicações umas a outras e gravar o resultado final. É muito ampla a aplicação das conexões, tanto que eu poderia falar delas durante muito tempo, vai nessa galera mãos a obra!!!

PS: . Existe um outro princípio que utiliza o IN e o OUT e que normalmente gera depois de nove meses uma belíssima criança (huahuahuahua)

O estranho mundo de JACK - Epílogo

Olá amigos!!
Pelo que eu fiquei sabendo vocês estão aterrorizando vizinhos desde que adquiriram conhecimento suficiente para configurar o JACK e decidiram gravar seus ensaios. Hehehe. Parabéns!!
Que bom que vocês vem lendo o blog!!
Pois bem, vamos ao epílogo desta história sobre O Extranho Mundo de JACK, curtam só:


1. Uma coisa muito engraçada é que o JACK normalmente não lida com sons dos navegadores de internet. Então não se desespere se você for olhar aquele video do youtube e ele estiver mudo enquanto o JACK estiver rodando. Isso é normal, feche o JACK se quiser ver seu vídeo (feche e reabra também o navegador).

2. A maioria dos players pra linux rodam normalmente sem o JACK, mas podem rodar sob o JACK se forem configurados, praticamente todos possuem opções para rodar nele.

3. Você sempre precisa de baixa latência para gravar e se ouvir não é mesmo? Um tempo abaixo de 20ms é considerado regular, mas o ideal é que a latência durante a gravação seja inferior a 10ms, então bora lá! Durante a gravação busque (na medida do possível e de preferencia sem xruns) uma latência pequena. Um dos segredos é durante a gravação não rodar plugins desnecessários neste momento (desabilitando-os) e rodar apenas os programas mesmo crus (isso baixa consideravelmente a possibilidade de xruns).

4. Para mixar, não esquente com latência, pois ela não faz diferença neste momento. Por tanto na hora de mixar coloque-a acima de 60ms ou 70 ms, afinal, com a latência alta o processador trabalha mais tranqüilo, e a memória também, sendo assim você pode encher de plugins as trilhas hehe.

5. Lembre-se que você pode salvar suas configurações no JACK, isso lhe dá mais agilidade na hora de trocar de gravação para mix.

E para aqueles amigos que não conseguiram rodar o JACK em Real Time mesmo usando kernel RT tenho uma diquinha humilde mas que funciona e é barbada. Saca só basta editar como root o arquivo /etc/security/limits.conf , onde você deve incluir:

@audio - rtprio 99
@audio - memlock unlimited
@audio - nice -19

Estas linhas devem estar imediatamente acima de “# End of file” além de liberar o “Realtime pra quem não podia fazê-lo”, isso vai melhorar o desempenho do kernel em audio também.

Bom galera, espero que esta série de postagens lhes sirva pra alguma coisa!

Fui Galera!!!

PS: . Vai em paz Michael Jackson... … Engraçado é que alta galera (principalmente da área politica) que se morresse seria um alívio, continua viva, que foda...
 
Fonte: http://studiolinuxbr.blogspot.com.br/search/label/O%20Estranho%20mundo%20de%20Jack

 

Manual Ardour (Português)

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Desmistificando JACK

Demystifying JACK – A Beginners Guide to Getting Started with JACK

Level: 
JACK is the de-facto standard audio server for working with professional audio on Linux. JACK, the name of which is a recursive acronym for ‘JACK Audio Connection Kit’, is a very powerful piece of software. Some new users find it confusing at first. While its settings and functionality are extensive, you only need to know the basics to get started and take advantage of its underlying power.
By the end of this guide, you will hopefully have a sufficient understanding of JACK and its workings so you can set it up, forget about it and get on with your work, utilizing the power that it provides.
JACK logo
For the duration of the guide I will refer to any piece of software that supports JACK as being 'JACK aware'.

What is JACK?

JACK first and foremost is a sound server optimized for the demands of audio production work. There are a few main aspects to what it does -

Settings

JACK controls your audio and MIDI settings. It allows you to choose your audio interface as well as all the important audio settings such as sample rate, buffer size and periods. These settings will be explained in more detail further down.

Performance

Using JACK will allow you to achieve low latencies with both audio and MIDI. This means that if you are recording an instrument into your computer, you can monitor the audio back through your speakers, or headphones, without any perceivable delay.
For a good overview, and visual description of latency, check out 'Latency and Latency-Compensation' from the Ardour manual

Connections and Interconnectivity

This is JACK's strong point. Any inputs and outputs from your audio interface and/or JACK aware programs can arbitrarily be connected together.
Signal flow diagram of audio going into and back out of your computer
JACK not only deals with connections between programs but also within programs. Any JACK aware program uses JACK to manage its inputs and outputs. The beauty of this is that these connections are available for any other JACK aware programs to also connect to. They are not restricted to only being ‘internal’ input and outputs.
Screenshot of Ardour and Qtractor
Both Ardour and Qtractor utilize JACK to manage audio and MIDI connections
All of this makes JACK a very flexible tool and allows you to interconnect any number of JACK aware programs and have them working together, which brings us onto the next point; sync.

Sync

JACK can be used to sync up multiple programs. This means that if you want to use the MIDI sequencer from one program, and the audio sequencer from another, you can easily keep them in sync with JACK. Both programs will start and stop at the same time. Moving along the timeline in one program will be mirrored in any other programs that are set up to sync with JACK.

An Analogy

An analogy for JACK would be that it is similar to a hardware recording studio. In such a set up you would use cables to connect up various pieces of equipment in any which way or order you choose.  You could also sync various pieces of hardware using a common timemaster. JACK does these exact same things between software inside of, and hardware connected to, your computer. It can also act as timemaster for all JACK aware programs so that they remain in sync. Once you open up a JACK aware program, both its audio and MIDI inputs/outputs will be visible to JACK, and in turn, any other JACK aware programs. You can then connect up things exactly how you wish.
Image of audio cables being connected, with an analogy to how JACK works
You make connections between, and within, programs using JACK in the exact same way you would with real hardware

JACK Aware

Before continuing any further, I will elaborate on JACK aware software to better explain how JACK works. People coming from Windows and Mac will be used to having their DAW managing all of their connections for them. The idea of a DAW using another routing system can be a bit confusing at first. The way to think of this is by creating a parallel. If you are used to your DAW managing all your connections, think of JACK in the same way, except that it is system wide. Any software that is JACK aware can be plugged into this system, similar to how a DAW would add plugins. The difference is that JACK allows you to have precise control of how to route anything you connect up to it. JACK aware software can be anything ranging from DAWS (audio and MIDI sequencers), standalone plugins and even video programs, Xjadeo for example.

JACK does not need to be complicated

As you can tell, JACK is a very capable tool but don't be intimidated by its potential complexity. Using JACK does NOT need to be complicated. Just because it is capable of intricate workflows does not mean it's not also suited to more straightforward set ups. It will do what you want it to do, and is flexible enough to allow you to do more, if you ever need it. You can also happily work in one program and allow JACK to manage all its connections and never leave that program.

JACK Managers

We now know what JACK is and what it's capable of. How do we use it? The first thing to note is that JACK itself is a command line program; however there are various graphical managers for JACK that allow you to easily unlock its power. There are two main types of JACK managers, so you can choose the type that best suits you and your workflow. They can be categorized as -
  • JACK set up managers, which allow you to start up JACK with specific settings
  • JACK connection managers, which primarily deal with making connections
The various offerings of JACK managers combine these two aspects together to varying degrees. So, why would you choose one over the other? If you are doing all of your work inside of a DAW and you use no external programs, you might be happy with a JACK set up manager to just start up JACK with your selected settings. In such a case, you can make all your software connections from within your DAW of choice so there is not as much a need for an external connection manager.
For people with a more modular recording set up, including multiple effects processors, recording and sequencing programs, a JACK manager more geared towards making connections might be more useful, especially as some modular programs don't have connection managers themselves.
The following are the most popular JACK managers

Qjackctl

Qjackctl main window, also with connection window showing
Qjackctl is a very powerful, and popular, JACK manager. It allows you to access a large amount of JACK's settings and includes a connection manager, transport controls and even a manager for JACK session, which is a session management program. It presents itself in a small window, allowing you to dig into only the settings you need to access. It can also be minimized to your taskbar so it can get out of your way once you have set it up and running.

Cadence

Cadence main window showing information about JACK running
Cadence is an easy to use tool for setting up and starting JACK. It comes as part of the KXStudio distro and includes JACK bridges, which allow you to play normal desktop sounds, such as flash video, through JACK. Cadence can also start JACK on login, including JACK bridges. If you set it up once, there is very little maintenance thereafter.

Patchage

Screenshot of Patchage showing various connections
Patchage is a very good visual connection manager for JACK. It gives you an overview of all your connections. Audio and MIDI ports are color coded so it is easier to identify your connection types. Creating connections is as simple as clicking and dragging from an output port to an input port.

Catia

Image of Catia showing various connections
Catia is another visual connection manager for JACK. It uses a canvas similar to Patchage but has extra features such as access to sample and buffer settings, and JACK transport controls. Cadence can also be easily accessed from Catia by clicking on the spanner button under the tools heading.

Understanding Basic Settings

If you are familiar with audio production on other platforms, you may already be familiar with some of the terminology used in relation to settings. If you are a new user this can be confusing as JACK has a vast array of settings. The main thing to remember here is that most of these settings are not important, at least not for starting off. If you don't know what they are, you probably don't need them just yet. Here is an explanation of the main ones that you need to worry about to get yourself up and running -

Buffer size, sometimes called frames/period

In a nutshell - Smaller buffer sizes produce less monitoring latency.
More in-depth details - A lower setting will make the computer work faster, which will allow for lower latency, but at the expense of increased CPU usage. Higher (larger) settings are more stable but you won't get low monitoring latency with them. If you are looking to achieve low latency monitoring, a setting between 64 – 256 will give you usable results.

Sample Rate

In a nutshell - Higher sample rates result in less latency, for the same buffer setting.
More in-depth details – This settings is dependent on the optimal settings for your audio interface and your own personal preference. Some people prefer to record at higher sample rates, others are happy with 44100 (44.1kHz), which is CD quality. Another common setting is 48000, which some interfaces work better at. The higher you go with this setting, the lower your latency will be but you will push your CPU harder, which may result in xruns (pops and clicks).

Periods/buffer

In a nutshell – If you are using a USB device, you may achieve more stable low latency by setting this to 3. Otherwise, use a setting of 2.
If you wish to achieve low latency settings, it can be a balancing act to find out what works best without pushing your CPU too hard. If you don't need to monitor your audio through your computer with low latency, there is no need to push your computer any more than it needs. You are better off staying with a higher setting and keeping reliability a high priority. If you have the option of hardware monitoring from your interface, use this to monitor your recordings instead.

How do I set up JACK?

This guide assumes that you have a properly configured realtime set up. KXStudio and AVLinux are two Linux distros that provide such an environment out of the box. I will show how to set up JACK settings with both Qjackctl and Cadence.

Qjackctl

Step 1 - Click on the Setup button
Setting up qjackctl step 1
Step 2 - Make sure that the realtime option is enabled
Setting up qjackctl step 2
Step 3 - Select your audio driver. ALSA should be the default. Leave it at this, unless you are using a firewire device, in which case you would select firewire.
Step 4 - Select your interface from the interface drop down menu
Step 5 - Choose the settings for your interface.
Step 6 - Click OK to apply settings
Note - Do not touch the name field. Some new users like to give their JACK server a name but this can cause JACK not to work as expected. Unless you know what you are doing, leave this alone as it will cause more hassle than it's worth.
Setting up qjackctl step 3 to 6
Step 7 - Press start and Qjackctl will start JACK with your selected settings
Setting up qjackctl step 7
Step 8 - If you need to monitor JACK, the monitor window will provide you with useful information
Setting up qjackctl step 8

Cadence

Step 1 - Click on configure button
Setting up cadence step 1
Step 2 - Make sure that the realtime option is enabled
Setting up cadence step 2
Step 3 - Make sure the driver tab is selected
Step 4 - Select your audio driver. Select ALSA, unless you are using a firewire device, in which case you would select firewire.
Step 5 - Select your interface from the interface drop down menu
Step 6 - Choose the setting for your interface.
Step 7 - Click OK to apply settings
Setting up cadence step 3 to 7
Step 8 - Press Start and Cadence will start JACK with your selected settings
Setting up cadence step 8
Step 9 - If you need to monitor JACK, the JACK Status area will provide you with useful information
Setting up cadence step 9

What Next?

Once you have these settings set up, you can then use any JACK aware programs and they will run with those settings. Some programs will allow you to change your buffer size, so that you can adjust audio latency without having to restart JACK.
So, even though JACK is very powerful, you needn't be intimidated. At its most basic, it is very easy to set up your interface and get started. You can learn more about the power of JACK as you go along but don't get too bogged down starting off when all you want to do is learn to use some new software.
  
Note - If you are having trouble getting JACK to run, or recognize your interface, make sure your interface is both connected up, and turned on before opening up your JACK manager. If you are still having issues, try rebooting your system while your interface is hooked up.

JACK Sync

Another aspect of JACK that can be useful is JACK sync. Not only can you interconnect programs, you can also make sure that their transports run in sync. I will give a quick overview of how to do this by means of a demonstration that you can follow.
Steps -
  • First of all, start running JACK via your preferred JACK manager.
  • Next we will start up the programs we wish to sync up, in this case Ardour and Hydrogen. We will need to make sure the setting within these programs are correct first.
Set up for Ardour -
  • By default, Ardour is set to be JACK timemaster, which is what we want. This setting can be found by navigating to session > properties and going to the timecode tab. We will leave this enabled for now though.
  • Next, we click on the 'Internal' button on Ardour's toolbar. This will change to JACK, meaning that JACK will now follow Ardour as timemaster.
Ardour timemaster buttons
Steps for Hydrogen -
  • Navigate to tools > preferences. In the Audio System tab, make sure Jack is chosen as the audio driver and restart Hydrogen.
  • Now you will see two timemaster buttons showing up in the toolbar. Make sure that J.trans (Jack transport) is enabled. This means that it will follow JACK transport, which is now being controlled by Ardour.
Hydrogen timemaster buttons
Now both programs will be in sync when you roll their transports. Additionally, as Ardour is timemaster, you can change the tempo in Ardour and this will be reflected in Hydrogen, or any other slaved program.
Ardour and hydrogen in sync
Hydrogen and Ardour synced together. Note that the time and tempo read outs are synced
The fact that JACK manages audio and MIDI ports, as well as allowing any programs using them to sync up makes it a very powerful tool. This enables very modular set ups to be created using JACK. For anyone interested in modular set ups, I would highly recommend you look into session management, particularly Non Session Manager, to explore the possibilities of managing modular set ups with these tools.

Making Connections

Let's create a recording scenario to demonstrate how to make connections using JACK. Here is the scenario -
I will be using Ardour to record the following instruments -
INSTRUMENTS AND INPUTS
Male Vocals Input 1
Female Vocals Input 2
Acoustic Guitar Input 3
Acoustic Bass Input 4
Lead Guitar Running through virtual guitar amp, Guitarix
Percussion Hydrogen drum machine synced up
Piano MIDI keyboard plugged into MIDI input with virtual piano plugin on track
I will use the built in connection manager in Ardour to make these connections, but the logic is the same whichever connection manager you use -
Here is my mixer window set up in Ardour. Out of shot I also have Guitarix and Hydrogen started up. Note the highlighted row. All connections are already made, including connections with Guitarix and Hydrogen.
Ardour mixer window with input buttons highlighted
To make these connections in Ardour, left click on the input buttons shown in the highlighted row. This will show up a window from which you can select your input. In this case I wanted to route the second input from my audio interface into the second track (female vocals), so I select capture 2 by ticking in its box. I repeat the same steps for each other track until I have my connections set up how I want them.
Ardour connection dialog
Something to note here is that all these connections made will show up in any other JACK aware programs, for example, if you look at the connections window in Guitarix, you will also see the connections there that I made from within Ardour. This is because it's not the programs that make the connections. They use JACK to manage the connections and tell it what to do. Remember, JACK is your routing system and these programs are only using it.
The following is a complete overview of all connections broken down so they are easy to understand. This is a screenshot of Patchage. Note the color code, audio ports are in blue and MIDI ports are in red.
Overview of session connections in Patchage
Click on image for full size
Patchage is the best to illustrate something like this. All connection managers have their positives and negatives. While it is very straight forward for a smaller amount of inputs and outputs, Patchage can get messy and hard to decipher with large amounts of connections. Ardour’s built in matrix connection manager is very good for very large numbers of connects as you can deal with them across categorized tabs. This makes it much neater.
Ardour's connection matrix
This is a basic session but it demonstrates how audio and MIDI connections work in JACK. It also incorporates JACK applications external to my DAW, one of which is in sync with JACK. Try out all JACK managers/connection managers and see what you find you're most comfortable with and best suits your workflow. They all do the same thing, they just do them in slightly different ways. In the end, you are using the same logic to make the same connections.

Summary

The best thing about JACK is that it doesn't lock you into any single workflow. I showed how to sync programs and make connections between them but if you want to do all your work in one DAW and never leave it, you can do that too. JACK makes no assumptions. It leaves all options open to you, to take advantage of at any time, and makes various workflows possible, monolithic or modular. If you find the tools you like, JACK will make whatever set up you have in mind possible.
Written by Conor Mc Cormack

Fonte: http://libremusicproduction.com/articles/demystifying-jack-%E2%80%93-beginners-guide-getting-started-jack